Um paciente de 68 anos, três semanas após um...

Um paciente de 68 anos, três semanas após um acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico, é encaminhado para avaliação fonoaudiológica da deglutição. Durante a ava...


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Um paciente de 68 anos, três semanas após um acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico, é encaminhado para avaliação fonoaudiológica da deglutição. Durante a avaliação clínica, observa-se tosse frequente durante a ingestão de líquidos finos, voz molhada após a deglutição, e ausência de tosse ou de qualquer outro sinal de alerta na deglutição de alimentos pastosos homogêneos.

Com base no quadro clínico apresentado, assinale a alternativa que indica a conduta fonoaudiológica mais adequada para esse paciente.

Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    01/09/2026 • 07:02
    Esta questão aborda a avaliação e manejo da disfagia orofaríngea em pacientes após acidente vascular encefálico (AVE). Disfagia é a dificuldade de engolir, comum após AVE, e a avaliação clínica fonoaudiológica é essencial para identificar quais consistências alimentares o paciente pode manejar com segurança.

    No caso apresentado, o paciente apresenta tosse frequente e voz molhada ao ingerir líquidos finos, que são sinais de aspiração ou penetração durante a deglutição. Já a ausência de sinais clínicos durante a ingestão de alimentos pastosos sugere que essa consistência pode ser mais segura para ele.

    A conduta adequada neste contexto é adequar a consistência da dieta para prevenir riscos de aspiração, ou seja, restringir líquidos finos e utilizar consistências mais espessas, como pastosas homogêneas, associada ao acompanhamento fonoaudiológico contínuo para monitorar a evolução e ajustar a conduta conforme necessário. Procedimentos invasivos (cirúrgicos) ou suspensão total da via oral não são indicados sem tentativas de reabilitação e manejo dietético. Além disso, a simples ausência de sinais durante a ingestão de pastosas não permite liberar a dieta totalmente, já que há risco evidente com líquidos finos. O uso indiscriminado de espessantes em todas as consistências também não é recomendado se a avaliação clínica não evidenciou dificuldades em todas.

    Portanto, a alternativa correta é a letra a) porque alinha a restrição da consistência problemática (líquidos finos) e a manutenção da consistência mais segura (pastosa), garantindo acompanhamento adequado.
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