Leia o excerto a seguir para responder à questão: "A compreensão d...

Leia o excerto a seguir para responder à questão: "A compreensão do modo como a avaliação se insere no processo de ensino-aprendizagem em Geografia reveste-se de importância crucial para...


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Leia o excerto a seguir para responder à questão:

"A compreensão do modo como a avaliação se insere no processo de ensino-aprendizagem em Geografia reveste-se de importância crucial para desvendar o papel desempenhado por esse mecanismo, seja como um momento orientador na prática de ensino, seja como um processo classificatório e dissociado do desenvolvimento cognitivo intrínseco à aprendizagem, em consonância com os princípios da avaliação tradicional. [...] Evidencia-se a importância de práticas avaliativas formativas e mediadas em contraposição a práticas tradicionais, visto seus benefícios na construção do raciocínio geográfico."

(CONTRERAS, G. I. T. M.; LIMA, M. G. A avaliação em Geografia: o raciocínio geográfico como objetivo do ensino. Geofronter, v. 10, 2024, p. 1-3).

Considerando a análise crítica de Contreras e Lima (2024) sobre as contradições entre as prescrições curriculares contemporâneas e a real efetivação do pensamento espacial no chão da escola, assinale a alternativa que indica corretamente a articulação entre a práxis avaliativa e o desenvolvimento do raciocínio geográfico:
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    07/09/2026 • 02:02
    Essa questão aborda um tema muito importante na área da Educação, especialmente na disciplina de Geografia: a avaliação e seu papel no desenvolvimento do raciocínio geográfico. Tradicionalmente, a avaliação muitas vezes foi vista apenas como um instrumento classificatório, focado em notas e resultados pontuais, desconsiderando o processo e o desenvolvimento do pensamento do aluno. Por isso, nos últimos anos, muitos educadores têm apontado para a necessidade de práticas avaliativas formativas, que são aquelas que acompanham o aprendizado de forma contínua e orientadora, ajudando o aluno a refletir e aprimorar sua compreensão.

    No excerto apresentado, os autores Contreras e Lima destacam exatamente a importância de avaliações formativas e mediadas, em contraposição às avaliações tradicionais que apenas classificam, sem promover o desenvolvimento cognitivo. Isso significa que a avaliação deve ser parte integral do processo de ensino-aprendizagem, ajudando o aluno a construir seu raciocínio geográfico, compreendendo de forma crítica o espaço e a realidade socioespacial ao seu redor.

    Analisando as alternativas, a letra (a) está alinhada com essa ideia, pois menciona que a prática avaliativa formativa e mediada atua como mecanismo dinâmico e orientador, afastando-se do tradicionalismo e focando no desenvolvimento cognitivo e na compreensão crítica da realidade.

    As outras alternativas trazem conceitos equivocados ou contrários ao que foi defendido no texto e pelo pensamento crítico da avaliação formativa: (b) valoriza a avaliação padronizada e estatística como única forma, o que vai contra a ideia da avaliação formativa; (c) defende a manutenção dos exames tradicionais como suficiente para o raciocínio geográfico, ignorando a necessidade das rupturas; (d) atribui à BNCC a interdição do uso de abordagens contínuas e mediadas, o que não corresponde à proposta da Base, que de fato valoriza o desenvolvimento de competências e habilidades, incluindo a avaliação formativa.

    Portanto, a alternativa que melhor representa a articulação entre avaliação e raciocínio geográfico, conforme o texto, é a alternativa (a).
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