“No fundo, como propõe Thomas McCarthy (1991), a teoria crítica (a) desafia a...

“No fundo, como propõe Thomas McCarthy (1991), a teoria crítica (a) desafia as noções de razão pura, demonstrando a sua mutação dependendo da cultura, da história e das dinâmicas de poder em que s...


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“No fundo, como propõe Thomas McCarthy (1991), a teoria crítica (a) desafia as noções de razão pura, demonstrando a sua mutação dependendo da cultura, da história e das dinâmicas de poder em que se encontra inserida, (b) rejeita a figura cartesiana de sujeito racional autônomo capaz de controlar o mundo, (c) não cai na tentação de criar fossos entre prática e teoria, (d) entende que o conhecimento não se encontra defasado do teste da existência. A teorização crítica desafia a tecnologia educativa a perceber-se nas intricadas dinâmicas iníquas de poder e hegemonia da sociedade capitalista” (PARASKEVA; OLIVEIRA, 2008, p. 9-10).

O texto acima apresenta pressupostos que orientam reflexões e práticas acerca da relação entre a teoria crítica e as tecnologias educativas. Nesse sentido, verifica-se que
Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    04/09/2026 • 03:02
    Vamos falar um pouco sobre teoria crítica e sua relação com as tecnologias educativas, que é o cerne dessa questão. A teoria crítica, oriunda da Escola de Frankfurt, propõe uma reflexão profunda sobre a razão, o sujeito e o conhecimento, sempre atenta às dinâmicas de poder, cultura e história.

    No texto apresentado, Thomas McCarthy é citado para mostrar que a teoria crítica rejeita a ideia de uma razão pura, imune à influência de contextos sociais e históricos. Também recusa o sujeito cartesiano, aquele indivíduo racional e autônomo, que domina o mundo sem restrições. Ainda, a teoria crítica busca evitar a separação entre prática e teoria, afirmando que o conhecimento deve estar sempre conectado à realidade, às condições concretas, especialmente diante das desigualdades e dinâmicas de poder da sociedade capitalista.

    Diante disso, podemos analisar as alternativas e perceber qual delas está alinhada a esses pressupostos. A alternativa (a) está incorreta porque contradiz o texto: a teoria crítica justamente pensa a relação entre tecnologia educativa e capitalismo, não adotando um olhar romântico ou acrítico. A (c) exagera ao afirmar que as tecnologias educativas, de qualquer maneira, revolucionam o ensino, uma posição que a teoria crítica contestaria pelo olhar crítico às relações de poder envolvidas. A (d) e a (e) também são contrárias ao que foi exposto, pois defendem a razão pura e a falta de relação do tecnológico com o capitalismo, respectivamente, o que a teoria crítica rejeita.

    A alternativa (b) sintetiza corretamente o que o texto expõe: que as tecnologias educativas devem considerar a historicidade e as relações entre a racionalidade instrumental e o capitalismo, além de inspirar práticas que superem a dicotomia entre teoria e prática. Portanto, a alternativa correta é a letra b.
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