Ingrid Nunes
EQUIPE
03/09/2026 • 21:03
Nesta questão, o foco está em como promover uma educação científica que respeite e dialogue com o conhecimento tradicional dos indígenas Macuxi, especificamente relacionado ao uso de fornos de barro, ligados a processos de combustão, temperatura e comportamento dos gases. A ideia é encontrar uma alternativa que faça a ponte entre a ciência formal (termodinâmica dos gases) e a experiência ancestral de maneira contextualizada e respeitosa.
A alternativa (a) fala sobre explicar o funcionamento baseado em um processo isotérmico, o que não condiz com a prática, porque a queima no forno envolve aumento de temperatura, logo, não é um processo isotérmico (temperatura constante). Portanto, a explicação não é adequada.
Na (b), a proposta é reproduzir os fornos com materiais industrializados para demonstrar que os conhecimentos tradicionais podem ser explicados pelas leis universais. Isso pode invalidar a riqueza cultural por tentar substituir o conhecimento original, além de não promover um diálogo intercultural efetivo.
A (c) menciona aumento de temperatura e redução da pressão interna mantendo volume e quantidade de gás constantes para controlar a combustão, usando a equação dos gases ideais. Porém, no contexto físico dos fornos, com volume fixo, a pressão tende a aumentar com temperatura, não reduzir. Portanto, essa associação está incorreta fisicamente.
Por fim, a alternativa (d) propõe convidar os membros da comunidade para expor sua prática tradicional e, a partir disso, realizar uma discussão sobre temperatura, volume e pressão com relação ao comportamento dos gases em sistemas abertos. Essa opção valoriza o conhecimento ancestral, possibilita a construção conjunta do saber e contextualiza os conceitos científicos, alinhado à proposta de uma educação intercultural.
Assim, a alternativa (d) é a que melhor articula os conhecimentos tradicionais e os conceitos científicos de forma contextualizada e respeitosa.
Gabarito: d
A alternativa (a) fala sobre explicar o funcionamento baseado em um processo isotérmico, o que não condiz com a prática, porque a queima no forno envolve aumento de temperatura, logo, não é um processo isotérmico (temperatura constante). Portanto, a explicação não é adequada.
Na (b), a proposta é reproduzir os fornos com materiais industrializados para demonstrar que os conhecimentos tradicionais podem ser explicados pelas leis universais. Isso pode invalidar a riqueza cultural por tentar substituir o conhecimento original, além de não promover um diálogo intercultural efetivo.
A (c) menciona aumento de temperatura e redução da pressão interna mantendo volume e quantidade de gás constantes para controlar a combustão, usando a equação dos gases ideais. Porém, no contexto físico dos fornos, com volume fixo, a pressão tende a aumentar com temperatura, não reduzir. Portanto, essa associação está incorreta fisicamente.
Por fim, a alternativa (d) propõe convidar os membros da comunidade para expor sua prática tradicional e, a partir disso, realizar uma discussão sobre temperatura, volume e pressão com relação ao comportamento dos gases em sistemas abertos. Essa opção valoriza o conhecimento ancestral, possibilita a construção conjunta do saber e contextualiza os conceitos científicos, alinhado à proposta de uma educação intercultural.
Assim, a alternativa (d) é a que melhor articula os conhecimentos tradicionais e os conceitos científicos de forma contextualizada e respeitosa.
Gabarito: d