Um servidor público da Câmara Municipal de Delta, valendo-se de sua posição f...

Um servidor público da Câmara Municipal de Delta, valendo-se de sua posição funcional, passou a utilizar regularmente veículos e equipamentos pertencentes ao órgão público para realizar atividades ...


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Para responder à questão, considere as disposições da Lei Federal nº 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa).
Um servidor público da Câmara Municipal de Delta, valendo-se de sua posição funcional, passou a utilizar regularmente veículos e equipamentos pertencentes ao órgão público para realizar atividades particulares em benefício próprio, sem qualquer autorização legal. Sobre o caso, assinale a alternativa correta.
Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    08/09/2026 • 23:02
    Esta questão aborda a Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992), que trata das condutas ilícitas de agentes públicos e suas consequências. O tema principal é o uso indevido de bens públicos para fins particulares, especialmente se esse ato configura improbidade administrativa e qual a natureza dessa improbidade.

    Segundo a lei, o ato de utilizar bens públicos para benefício próprio, mesmo que temporariamente e sem transferir a posse definitiva, pode configurar ato de improbidade administrativa, especialmente quando há enriquecimento ilícito. Enriquecimento ilícito, conforme a lei, não exige necessariamente a incorporação definitiva do bem ao patrimônio do agente, basta a vantagem indevida ou uso indevido que gere benefício pessoal. Portanto, o fato do servidor usar veículos e equipamentos da Câmara para atividades particulares é ato proibido e configura improbidade.

    Vamos analisar as alternativas:
    a) Está correta, pois a utilização em proveito próprio, mesmo sem incorporação definitiva, caracteriza enriquecimento ilícito na lei.
    b) Errada, porque a transferência definitiva não é condição para caracterização do enriquecimento ilícito.
    c) Errada, pois o uso temporário indevido pode, sim, ser improbidade administrativa, não é mera irregularidade administrativa.
    d) Errada, o enriquecimento ilícito não exige necessariamente prejuízo efetivo mensurável ao erário, basta a vantagem indevida.
    e) Embora correta, fala sobre vantagem econômica para omitir ato de ofício, que não é a situação do enunciado. Portanto, não é a alternativa que melhor responde à questão.

    Dessa forma, a alternativa correta é a letra A.
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