Em janeiro de 2022, João, na qualidade de Secretário de Educação do município...

Em janeiro de 2022, João, na qualidade de Secretário de Educação do município Alfa, de forma culposa, praticou ato que causou lesão ao erário municipal, na medida em que permitiu, por negligência, ...


publicidade
Em janeiro de 2022, João, na qualidade de Secretário de Educação do município Alfa, de forma culposa, praticou ato que causou lesão ao erário municipal, na medida em que permitiu, por negligência, a aquisição de bem consistente em material escolar por preço superior ao de mercado. O Ministério Público ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa em face de João, imputando-lhe a prática de ato omisso e culposo que ensejou superfaturamento em prejuízo ao Município, bem como requereu a condenação do Secretário Municipal a todas as sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa.
Após ser citado, João procurou você, como advogado(a), para defendê-lo. Com base na Lei nº 8.429/92 (com as alterações introduzidas pela Lei nº 14.230/21), você redigiu a contestação, alegando que, atualmente, não mais existe ato de improbidade administrativa
Analisando...
publicidade

🚀 Desbloqueie a explicação completa

Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

Criar conta grátis
  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    16/09/2026 • 21:01
    Vamos entender esta questão que aborda a Lei de Improbidade Administrativa, especialmente após as alterações trazidas pela Lei 14.230/21. No antigo texto da Lei 8.429/92, atos culposos (como negligência, imprudência ou imperícia) poderiam configurar improbidade administrativa. Contudo, com a nova redação, houve mudança importante na interpretação e exigências para caracterizar o ato ímprobo.

    A nova lei passou a exigir dolo, ou seja, a intenção consciente de cometer a irregularidade, como requisito para que um ato seja considerado improbidade. Isso significa que já não bastam erros culposos ou omissões acidentais: é necessária a vontade livre e consciente de praticar o ato lesivo. Portanto, atos culposos não são mais alcançados, somente condutas dolosas.

    Com base nisso, analisando as alternativas, a que melhor reflete essa mudança é a alternativa b), que indica que a nova legislação exige conduta dolosa para todos os tipos de improbidade e que dolo é a vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito, não bastando a voluntariedade pura e simples do agente. Isso corresponde à recente jurisprudência e doutrina sobre a matéria.

    As outras alternativas não são exatas: a alternativa a) está errada porque a lei não elimina atos omissivos em si, mas exige dolo em qualquer conduta; a alternativa c) incorre no erro de afirmar que é necessário enriquecimento ilícito para todos os casos, o que não é verdade (existe improbidade que pode atingir o erário sem enriquecimento); já a d) erra ao afirmar obrigatoriedade de que o agente tenha também atentado contra os princípios, o que não é regra para todos os atos de improbidade.

    Portanto, o gabarito correto é b.
publicidade
🍪

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.