Sílvia foi vítima de roubo praticado por Antônio, que subtraiu o relógio dela...

Sílvia foi vítima de roubo praticado por Antônio, que subtraiu o relógio dela mediante grave ameaça. Antônio foi preso em flagrante e o relógio devolvido para Sílvia. Após a conclusão do...


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Sílvia foi vítima de roubo praticado por Antônio, que subtraiu o relógio dela mediante grave ameaça. Antônio foi preso em flagrante e o relógio devolvido para Sílvia.

Após a conclusão do inquérito, no dia da remessa deste para o Ministério Público, Sílvia, na condição de vítima, ofereceu uma queixa-crime.

Assinale a opção que indica, corretamente, a alegação que você, como advogado(a) de Antônio, deve apresentar.
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    15/09/2026 • 10:02
    Vamos analisar essa questão que envolve direito penal e direito processual penal, particularmente os aspectos da ação penal. O crime cometido foi roubo, que é um tipo penal previsto no Código Penal e que, conforme a lei, é tratado como crime de ação penal pública incondicionada. Isso significa que quem tem a legitimidade para iniciar o processo criminal é o Ministério Público, independentemente da vontade da vítima.

    No caso apresentado, Sílvia ofereceu uma queixa-crime, que é o instrumento utilizado para iniciar a ação penal nos crimes de ação penal privada. Porém, o roubo não é crime de ação penal privada, portanto, a queixa-crime oferecida pela vítima não tem previsão legal para o caso.

    Agora, analisando as alternativas:

    a) A falta de interesse de agir, baseada na devolução do relógio, é incorreta porque o interesse de agir se refere à utilidade da ação, e o crime de roubo permanece mesmo com a devolução do bem.

    b) A impossibilidade jurídica do pedido porque caberia ao Ministério Público formular o pedido não é o termo adequado, pois a questão se refere à legitimidade ativa, não à impossibilidade jurídica do pedido em si.

    c) A falta de justa causa em razão da devolução do bem como causa extralegal de extinção da punibilidade está incorreta, pois a devolução do relógio não extingue a punibilidade do roubo que ocorreu com grave ameaça.

    d) A ilegitimidade ativa para deflagrar a demanda é a alegação correta, pois o roubo é crime de ação penal pública incondicionada, e não existe hipótese de inércia do Ministério Público que permita à vítima oferecer queixa-crime.

    Portanto, a defesa correta que o advogado de Antônio deve apresentar é a ilegitimidade ativa da vítima para propor a ação penal, conforme alternativa d.
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