Dona Maria cuida do neto Paulinho, desde o nascimento, em razão do falecim...

Dona Maria cuida do neto Paulinho, desde o nascimento, em razão do falecimento de sua filha, mãe do menino, logo após o parto. João, pai de Paulinho, apenas registrou a criança e desapareceu, se...


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Dona Maria cuida do neto Paulinho, desde o nascimento, em razão do falecimento de sua filha, mãe do menino, logo após o parto. João, pai de Paulinho, apenas registrou a criança e desapareceu, sem nunca prestar ao filho qualquer tipo de assistência. Paulinho está tão adaptado ao convívio com a avó materna, que a chama de mãe.

Passados dez anos, João faz contato com Maria e diz que gostaria de levar o filho para morar com ele. Maria, desesperada, procura um advogado para obter orientações sobre o que fazer, já que João é foragido da Justiça, com condenação por crime de estupro de vulnerável, além de nunca ter procurado o filho Paulinho, que não o reconhece como pai.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, assinale a opção que indica a ação mais indicada para regularizar de forma definitiva o direito à convivência familiar da avó com o neto.

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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    15/09/2026 • 04:02
    Vamos falar sobre direitos da criança e do adolescente, mais especificamente sobre guarda, tutela e destituição do poder familiar, que são temas essenciais quando falamos de convivência familiar.

    No caso apresentado, Dona Maria cuida de Paulinho desde o nascimento, já que o pai, João, desapareceu e não prestou assistência. Agora, após 10 anos, João reaparece querendo levar o filho, mas ele tem um histórico grave e não tem vínculo com a criança. A avó está preocupada e busca proteger o neto, que já a considera como mãe.

    O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê algumas medidas para garantir a proteção integral da criança. A guarda pode ser concedida a quem realmente cuida da criança de forma efetiva, mas a guarda não extingue o poder familiar dos pais. Já a tutela é uma medida que ocorre quando os pais não exercem ou foram destituídos do poder familiar, e a tutela é concedida a um terceiro que passa a exercer os direitos e deveres relativos à criança.

    Por outro lado, a destituição do poder familiar é a perda definitiva das responsabilidades parentais, e pode ser requerida em situações graves, como abandono, maus-tratos ou conduta reprovável do pai (como é o caso de João, condenado por crime grave e ausente da vida do filho).

    No cenário, João é foragido e condenado, além de nunca ter assumido o filho. Portanto, o caminho correto para garantir o direito de convívio familiar da avó com Paulinho de forma definitiva é a destituição do poder familiar de João, caso contrário ele ainda terá a autoridade legal como pai. Depois disso, é necessária uma instituição que permita à avó exercer a função de responsável, que é a tutela, já que a avó não é pai nem mãe e não só cuida como precisa ter amparo legal para proteger o neto.

    A guarda, nesse sentido, é provisória e não retira os direitos dos pais. A suspensão do poder familiar é temporária e não apropriada para um caso onde o pai está ausente há tanto tempo e condenado por crime grave. Portanto, a ação mais indicada é a destituição do poder familiar cumulada com tutela.

    Gabarito: letra b.
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