João, empresário, inconformado com a notificação de que a Administração Públi...

João, empresário, inconformado com a notificação de que a Administração Pública Fazendária teria acesso às informações de sua movimentação bancária para instruir processo administrativo fiscal, dec...


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João, empresário, inconformado com a notificação de que a Administração Pública Fazendária teria acesso às informações de sua movimentação bancária para instruir processo administrativo fiscal, decidiu procurar o Escritório Alfa de advocacia para uma consulta a respeito do caso. João busca saber se a medida configura quebra de sigilo fiscal e se o procedimento da Administração Pública está correto.
Com base na hipótese apresentada, assinale a opção que indica a orientação a ser dada pelo Escritório Alfa, considerando a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) acerca do acesso a dados bancários sigilosos pela Administração Pública Fazendária.
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    14/09/2026 • 22:02
    Essa questão aborda um tema importante no direito tributário e constitucional: o sigilo bancário e o acesso da Administração Pública Fazendária às informações financeiras para fins fiscais. O sigilo bancário é uma proteção legal que resguarda as informações financeiras do contribuinte, garantindo sua privacidade. No entanto, essa proteção não é absoluta e pode ser relativizada em determinadas situações previstas em lei e interpretadas pela jurisprudência do STF.

    O Supremo Tribunal Federal já consolidou entendimento de que a administração tributária pode acessar dados bancários sigilosos para instrução de processo administrativo fiscal, desde que respeitados os procedimentos legais e garantindo a confidencialidade das informações obtidas, ou seja, sem divulgação ou repasse indevido a terceiros estranhos à Administração Pública. Isso significa que não há uma quebra de sigilo absoluta, mas sim uma relativização para fins específicos, como fiscalização tributária.

    Ademais, a legislação determina que o contribuinte seja informado sobre a investigação em momento oportuno, garantindo o contraditório e a ampla defesa. Portanto, a alternativa que melhor espelha esse entendimento é a que reconhece a transferência do sigilo para finalidades fiscais, mantendo a proteção da confidencialidade e vedando o repasse a terceiros, com responsabilização dos agentes que descumprirem essas regras.

    Assim, a orientação correta a ser dada ao João pelo Escritório Alfa é a opção a).

    Gabarito: a
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