“No início da noite de 15 de agosto de 1942, o vapor Baependi sulcava vagarosamente a costa do estado de Sergipe. [...]
A poucas centenas de metros dali, o comandante do submarino alemão U-507, o capitão-de-corveta Harro Schacht, ordenara o
torpedeamento da embarcação mercante brasileira. Minutos depois, duas fortes explosões e o Baependi era posto a pique. Das
306 pessoas a bordo, morreram 215 passageiros e 55 tripulantes. Era uma ação de guerra, da maior guerra que a história da
humanidade conheceria [...]. Nos dias seguintes, outros navios foram atacados em águas territoriais brasileiras. Nas principais
cidades do país, à medida que se informavam os ataques e se contabilizavam os mortos, grupos de manifestantes saíam às ruas,
para [...] pedir, em resposta, declaração de guerra [...]. Em 22 de agosto de 1942, o presidente Getúlio Vargas, após uma reunião
com seu ministério, declarou estado de beligerância contra o Eixo. O Brasil estava na guerra.”
(FERRAZ, Francisco César. Os brasileiros e a Segunda Guerra Mundial. Rio de janeiro: Zahar, 2005. p. 9.)
A participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial produziu impactos políticos, diplomáticos e ideológicos relevantes,
particularmente em função da condição da União Soviética como potência aliada no combate ao nazi-fascismo. Considerando a
conjuntura do Estado Novo, a dinâmica da frente antifascista e as repercussões internas dessa aliança durante o conflito, analise as
afirmativas a seguir e assinale aquela que expressa corretamente esse processo histórico.
a) A aliança militar entre Brasil e URSS durante a guerra resultou na formalização de acordos estratégicos duradouros, incluindo
cooperação industrial e militar, que redefiniram estruturalmente a política externa brasileira no imediato pós-guerra.
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b) A relação entre Brasil e URSS durante a Segunda Guerra Mundial resultou de um alinhamento estratégico no contexto do
conflito, sem o estabelecimento de relações diplomáticas regulares ao longo da maior parte da guerra. Ainda assim, no plano
interno, o Estado Novo manteve o PCB na ilegalidade.
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c) A presença da URSS no bloco aliado levou o Estado Novo a abandonar temporariamente o autoritarismo interno, legalizando
partidos comunistas, ampliando liberdades políticas e instaurando uma democracia de massas durante o conflito.
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d) A aproximação entre Brasil e URSS durante a Segunda Guerra Mundial resultou de um alinhamento ideológico duradouro
entre Vargas e o socialismo soviético, traduzindo-se em cooperação diplomática intensa, acordos econômicos bilaterais e
reconhecimento político mútuo ainda antes de 1941.
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e) A aliança circunstancial entre Brasil e URSS produziu mudanças permanentes na política interna brasileira, garantindo a
legalização definitiva do PCB, a ampliação dos direitos civis e a incorporação de princípios socialistas à Constituição promulgada
durante o conflito.
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