Um paciente de 73 anos, lúcido, orientado, com neoplasia avançada com prognós...

Um paciente de 73 anos, lúcido, orientado, com neoplasia avançada com prognóstico reservado, encontra-se internado em enfermaria. Durante conversa com o médico assistente, o paciente afirma que não...


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Um paciente de 73 anos, lúcido, orientado, com neoplasia avançada com prognóstico reservado, encontra-se internado em enfermaria. Durante conversa com o médico assistente, o paciente afirma que não deseja que seus familiares sejam informados sobre a gravidade da doença, pois teme causar sofrimento emocional à esposa e aos filhos. O paciente compreende claramente sua condição clínica, demonstra capacidade de decisão e reafirma sua vontade. No dia seguinte, a esposa procura o médico e solicita informações detalhadas sobre o estado de saúde do marido, alegando que “a família tem o direito de saber” e que precisa se preparar para decisões futuras. De acordo com o Código de Ética Médica, qual deve ser a conduta do médico diante da solicitação da esposa?
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    20/09/2026 • 09:02
    Essa questão trata de um tema fundamental na ética médica: o sigilo profissional e o respeito à autonomia do paciente. Quando o paciente está lúcido e capacitado para decidir, ele tem direito ao sigilo sobre suas informações médicas. Ou seja, ele pode escolher não compartilhar determinados dados com seus familiares, mesmo sendo próximos.

    No caso apresentado, o paciente expressou claramente o desejo que sua família não conheça sobre a gravidade da doença. O Código de Ética Médica (em suas disposições gerais sobre sigilo profissional) garante que o médico deve respeitar essa vontade, exceto em situações de risco iminente a terceiros ou se houver determinação judicial. Nenhuma dessas hipóteses ocorre no cenário descrito. Portanto, a conduta correta do médico é manter o sigilo, não fornecendo as informações à esposa contra a vontade do paciente.

    A opção (a) está incorreta porque não basta ser familiar para ter direito ao acesso completo sem autorização do paciente. A (b) sugere dar informações parciais, o que pode contrariar a vontade expressa do paciente. A (d), exigir termo, não altera o direito do paciente ao sigilo. Assim, a alternativa (c) é a que está de acordo com o Código de Ética Médica.
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