Leia o texto a seguir:
No contexto da Crise do Antigo Regime, se havia barreiras de ordem material à difusão das ideias ilustradas (analfabetismo, marginalização do povo da vida política, deficiência
dos meios de comunicação), o maior entrave advinha, no
entanto, da própria essência dessas ideias, incompatíveis,
sob muitos aspectos, com a realidade brasileira. Na Europa,
o liberalismo era uma ideologia burguesa voltada contra as
Instituições do Antigo Regime, os excessos do poder real, os
privilégios da nobreza, os entraves do feudalismo ao desenvolvimento da economia.
(Emília Viotti da Costa, Da monarquia à
república: momentos decisivos. Adaptado)
No Brasil, segundo Emília Viotti da Costa,
a) os principais difusores das concepções liberais no
Brasil estavam vinculados às principais lideranças
católicas, que não consideravam legítimas as críticas ao absolutismo monárquico e ao controle de Portugal sobre as instâncias judiciárias coloniais.
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b) os liberais brasileiros, majoritariamente presentes
na elite pernambucana, defendiam uma monarquia
dual, regulada por uma carta constitucional, e o início
do processo de fim do tráfico negreiro, assim como o
fim da exploração da mão de obra cativa.
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c) as ideias do liberalismo político e econômico serviram como mobilizadoras para organização das classes médias urbanas espalhadas pela Colônia, que
preconizavam a formação de uma República independente e com a abolição da escravatura.
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d) a elite colonial do Centro-Sul defendia aspectos menos relevantes do Iluminismo, como a liberdade de
expressão, ao mesmo tempo que não combatia os
pilares essenciais do Antigo Sistema Colonial, como
o monopólio comercial.
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e) os adeptos das ideias liberais pertenciam às categorias rurais e estavam empenhados em conquistar e
garantir a liberdade de comércio e a autonomia administrativa, sem intenção de renunciar ao latifúndio
ou à propriedade escrava.
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