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Leia o texto a seguir: A presença insignificante de escravos legítimos não impediu que os contornos ideológicos da escravidão indígena em São Paulo ganhassem corpo ao longo do século 17....


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A presença insignificante de escravos legítimos não impediu que os contornos ideológicos da escravidão indígena em São Paulo ganhassem corpo ao longo do século 17. De fato, a introdução de milhares de índios demandou a criação de uma estrutura institucional que ordenasse as relações entre senhores e escravos. Apesar da legislação contrária ao trabalho forçado dos povos nativos, os paulistas conseguiram contornar os obstáculos jurídicos e moldar um arranjo institucional que permitiu a manutenção e a reprodução de relações escravistas.

(John M. Monteiro, Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. Adaptado)

Tal arranjo institucional, segundo a obra referenciada, significou que os
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    01/10/2026 • 17:02
    Vamos falar sobre escravidão indígena no Brasil colonial, especificamente em São Paulo no século 17. A questão menciona um arranjo institucional que permitiu aos paulistas contornar a proibição legal da escravização dos indígenas e manter uma relação de trabalho forçado. Isso exige entender como esse controle foi exercido de forma indireta, já que a escravidão explícita dos índios era vetada, mas práticas semelhantes persistiam disfarçadas.

    O texto destaca que houve a criação de um sistema que subordinava os indígenas em algo próximo à escravidão, mesmo com a legislação vigente contrária. A alternativa correta deve refletir essa particularidade histórica: não era uma permissão formal para escravização, mas um mecanismo pelo qual os colonos paulistas exerceram controle sobre os indígenas, quase como se fossem seus administradores particulares, utilizando artifícios para manter o trabalho forçado.

    Assim, a alternativa que melhor se encaixa nesse contexto é a (b), que diz que os colonos assumiam o papel de administradores particulares dos indígenas e, com isso, obtinham controle sobre eles e sua força de trabalho, mesmo que não de forma oficial como escravos tradicionais.

    Nenhuma outra alternativa expressa adequadamente esse arranjo institucional encontrado no texto e na história colonial paulista.

    Gabarito: b
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