Após apresentar as transformações históricas da civilização grega com a incorporação das antigas
cidades-Estados pelo poder imperial macedônico em 338 a.C. e indicar brevemente características gerais
das escolas filosóficas helenísticas, o professor de Filosofia propôs aos alunos a leitura do seguinte trecho:
Se as condições históricas, objetivas, impossibilitam que a liberdade seja conquistada no plano social
e político, resta todo o mundo interior a ser libertado das ilusões e crendices que atormentam e
escravizam a alma. Sábio é agora não mais aquele que, como no tempo de Platão, deve comandar
o leme da nau da cidade, mas o que se desliga completamente dos tumultos e das agruras da vida
política, para construir a serenidade espiritual e dirigir livremente sua nau interior. “Vive ignorado”,
aconselha Epicuro.
PESSANHA, J. A. M. As delícias do jardim. In: NOVAES, A. (Org.). Ética.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007 (adaptado).
Nessa situação, por meio da articulação entre as explicações introdutórias e a leitura do texto, o professor
fornece aos alunos meios para a compreensão de que os filósofos das escolas helenísticas