Chamando o repórter de “cidadão”, em 1904, ...

Chamando o repórter de “cidadão”, em 1904, o preto acapoeirado justificava a revolta: era para “não andarem dizendo que o povo é carneiro. De vez em quando é bom a...


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Chamando o repórter de “cidadão”, em 1904, o preto acapoeirado justificava a revolta: era para “não andarem dizendo que o povo é carneiro. De vez em quando é bom a negrada mostrar que sabe morrer como homem!”. Para ele, a vacinação em si não era importante — embora não admitisse de modo algum deixar os homens da higiene meter o tal ferro em suas virilhas. O mais importante era “mostrar ao governo que ele não põe o pé no pescoço do povo”.

CARVALHO, J. M. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Cia. das Letras, 1987 (adaptado).

A referida Revolta, ocorrida na cidade do Rio de Janeiro no início da República, caracterizouse por ser uma

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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    01/10/2026 • 01:01
    Essa questão aborda a Revolta da Vacina, ocorrida no início do século XX, em 1904, no Rio de Janeiro. Essa revolta foi uma manifestação popular contra a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola imposta pelo governo federal, na época já republicano. O texto deixa claro que o povo não estava contra a vacinação em si, mas mais contra a forma autoritária e invasiva como essa medida estava sendo imposta, especialmente porque as equipes de saúde invadiam as casas para vacinar à força.

    A resistência foi dos populares, que queriam mostrar que não eram passivos nem submissos ao governo. O texto cita a frase do homem: “não andarem dizendo que o povo é carneiro” e “mostrar ao governo que ele não põe o pé no pescoço do povo”, o que indica uma reação de um povo que estava cansado de suportar imposições sem diálogo. Portanto, essa revolta não foi incentivada pelos médicos, não foi uma estratégia dos operários, nem uma tática dos imigrantes, tampouco uma ação dos comerciantes, mas sim uma atitude coletiva dos moradores, muita gente simples, muito periférica, que resistiu.

    Por isso, a alternativa correta é a letra b) atitude de resistência dos populares.
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