No início do século XVI, as relíquias continuavam protegendo edifícios e cida...

No início do século XVI, as relíquias continuavam protegendo edifícios e cidades, promovendo curas milagrosas, sendo levadas em solenes procissões pelas ruas, sacralizando altares de igrejas por to...


publicidade
Q1146220 • História • História Geral • INEP • ENEM • PPL • 2021
No início do século XVI, as relíquias continuavam protegendo edifícios e cidades, promovendo curas milagrosas, sendo levadas em solenes procissões pelas ruas, sacralizando altares de igrejas por toda a Europa, em uma notável continuidade em relação ao papel que haviam desempenhado havia mais de mil anos no continente. Mas, em meados daquele século, essa situação tinha se transformado. O culto às relíquias foi fortemente repudiado pelos reformadores protestantes, que pregavam uma igreja invisível.
CYMBALISTA, R. Relíquias sagradas e a construção do território cristão na Idade Moderna. Anais do Museu Paulista, n. 2, jul.-dez. 2006.
A nova abordagem sobre a prática indicada no texto fundamentava-se no(a)
Analisando...
publicidade

🚀 Desbloqueie a explicação completa

Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

Criar conta grátis
  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    30/09/2026 • 22:01
    Vamos falar sobre um tema fundamental para entender a história do cristianismo na Europa: as relíquias e a Reforma Protestante. No início do século XVI, as relíquias eram consideradas objetos de grande importância religiosa, vistas como garantidoras de proteção, cura e presença sagrada. Elas eram carregadas em procissões e colocadas em altares, ajudando a manter uma ligação tangível e visível com a fé e a tradição cristã.

    Porém, com o surgimento da Reforma Protestante no meio do século XVI, houve uma mudança profunda nessa visão. Os reformadores, como Martinho Lutero, criticaram práticas que entendessem como excessivamente voltadas para objetos materiais ou que pudessem desviar o foco da fé pessoal em Deus. Eles defendiam uma 'igreja invisível', ou seja, uma comunidade espiritual livre da necessidade de objetos ou rituais externos que funcionassem como mediadores da fé.

    Assim, a abordagem nova defendida pelos protestantes não apostava em relíquias ou objetos relativamente sagrados que fossem intermediários entre o fiel e Deus, mas sim na relação direta e pessoal do indivíduo com o divino, afastando a ideia do culto a esses objetos. Isso explica a alternativa 'a', que indica o abandono de objetos mediadores. As outras opções não correspondem ao contexto específico da Reforma em relação às relíquias.

    Portanto, a resposta certa é a letra 'a'.
publicidade
🍪

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.