Ao final do semestre, a equipe pedagógica de uma escola
analisou a participação de uma estudante com deficiência
múltipla matriculada no 6o
ano. Os registros indicaram que ela:
• comunica escolhas por meio de prancha de comunicação
alternativa;
• compreende melhor as atividades quando recebe
antecipação da rotina e instruções organizadas em etapas;
• participa das propostas coletivas quando dispõe de
posicionamento adequado e materiais acessíveis;
• apresenta avanços na interação com os colegas, mas
ainda recebe ajuda excessiva de alguns adultos;
• utiliza os recursos de comunicação no AEE, porém nem
sempre tem acesso a eles na classe comum, no recreio e
nas atividades externas.
Na reunião, a professora da classe comum, o professor do
AEE, a equipe gestora e a família discutiram as seguintes
possibilidades:
I. manter os recursos de comunicação sob responsabilidade
do AEE, por se tratar de instrumentos especializados cuja
utilização exige acompanhamento direto desse professor;
II. revisar o PAEE a partir dos registros produzidos nos
diferentes contextos, definindo objetivos, recursos,
responsabilidades, formas de acompanhamento e critérios
para avaliar a funcionalidade dos apoios;
III. orientar os profissionais a aguardar as respostas da
estudante e oferecer ajuda graduada, evitando substituir
suas ações quando ela puder participar com os recursos
disponíveis;
IV. articular o planejamento da classe comum, do AEE e
das demais atividades escolares, assegurando que os
recursos de acessibilidade acompanhem a estudante nos
espaços em que forem necessários;
V. priorizar atividades individualizadas no AEE até que
a estudante domine integralmente a comunicação
alternativa, ampliando posteriormente sua participação
nas propostas coletivas.
Considerando os fundamentos da educação inclusiva e a
atuação articulada do Atendimento Educacional Especializado,
todas as possibilidades adequadas à organização pedagógica
estão indicadas em