Ingrid Nunes
EQUIPE
09/10/2026 • 06:01
Vamos conversar sobre essa questão que aborda a atuação do psicólogo no serviço público de saúde no Brasil, com base na análise de Dimenstein (2000). A autora destaca que a simples transposição do modelo clínico liberal, que é mais voltado para atendimentos privados e individualizados, para a assistência pública gera muitos problemas estruturais e operacionais. Isso ocorre porque a troca não leva em conta as especificidades sociais, culturais e econômicas da população atendida, principalmente das classes populares.
O ponto central da questão está na ideia de que o modelo de subjetividade, ou seja, a forma como o psicólogo compreende a experiência humana e o sofrimento, foi construído a partir de uma realidade mais elitista e clínica. Quando esse modelo se aplica de forma acrítica às classes populares, que têm uma vivência mais relacional, comunitária e até somática do sofrimento, ele não consegue dialogar efetivamente com essa cultura, dificultando o vínculo e a eficácia do tratamento.
Assim, o principal fator do impasse não é simplesmente a distância social ou econômica entre psicólogo e paciente (embora isso exista), nem a falta de instrumentos técnicos para avaliação ou resistências históricas das populações, tampouco questões políticas internas à profissão. A questão central é essa incongruência cultural e teórica entre o modelo de subjetividade do psicólogo e a realidade experiencial da clientela popular.
Por isso, a alternativa correta é a letra b, que fala da 'incongruência entre o modelo de subjetividade internalizado pelo psicólogo e a vivência relacional e somática do sofrimento característica do universo cultural das camadas populares'.
O ponto central da questão está na ideia de que o modelo de subjetividade, ou seja, a forma como o psicólogo compreende a experiência humana e o sofrimento, foi construído a partir de uma realidade mais elitista e clínica. Quando esse modelo se aplica de forma acrítica às classes populares, que têm uma vivência mais relacional, comunitária e até somática do sofrimento, ele não consegue dialogar efetivamente com essa cultura, dificultando o vínculo e a eficácia do tratamento.
Assim, o principal fator do impasse não é simplesmente a distância social ou econômica entre psicólogo e paciente (embora isso exista), nem a falta de instrumentos técnicos para avaliação ou resistências históricas das populações, tampouco questões políticas internas à profissão. A questão central é essa incongruência cultural e teórica entre o modelo de subjetividade do psicólogo e a realidade experiencial da clientela popular.
Por isso, a alternativa correta é a letra b, que fala da 'incongruência entre o modelo de subjetividade internalizado pelo psicólogo e a vivência relacional e somática do sofrimento característica do universo cultural das camadas populares'.