Camila Duarte
EQUIPE
09/10/2026 • 05:02
Essa questão aborda a relação entre aborto, maternidade, mercado de trabalho e desigualdades sociais, temas muito presentes nos estudos de gênero e trabalho. Para entender a questão, é importante ter em mente que as decisões sobre o aborto não são feitas isoladamente, mas influenciadas pelas condições sociais, econômicas e culturais em que as mulheres vivem. Assim, a maternidade pode ser uma carga que limita a participação das mulheres no mercado de trabalho, especialmente para aquelas sem acesso a direitos trabalhistas como licença-maternidade.
A alternativa (a) incorre em um erro ao afirmar que a decisão pelo aborto é prioritariamente individual e que a maternidade é uma escolha livre para todas as mulheres, o que desconsidera as condições socioeconômicas que influenciam fortemente essas decisões.
A (b) erra porque diz que a maternidade é socialmente compartilhada entre homens e mulheres, o que não reflete a realidade apontada no texto, que destaca a desproporcional responsabilidade feminina pelo cuidado dos filhos.
A alternativa (c) afirma que a criminalização do aborto é uma medida neutra do Estado para proteger a vida, ignorando que essa criminalização tem impactos sociais diferentes para mulheres em condições precárias, além de ser um tema altamente controverso e político.
A (d) é incorreta porque nega qualquer interferência da superexploração do trabalho doméstico feminino nas condições de inserção no mercado de trabalho e nas decisões reprodutivas, o que vai contra o que foi explicado pelo texto e pela literatura especializada.
Já a alternativa (e) está correta, pois a análise do aborto deve mesmo considerar as relações sociais e entender que a sua ocorrência e criminalização estão ligadas às desigualdades estruturais, como a divisão sexual e racial do trabalho, reforçando o olhar crítico sobre essas dinâmicas.
Portanto, a alternativa certa é a letra e.
A alternativa (a) incorre em um erro ao afirmar que a decisão pelo aborto é prioritariamente individual e que a maternidade é uma escolha livre para todas as mulheres, o que desconsidera as condições socioeconômicas que influenciam fortemente essas decisões.
A (b) erra porque diz que a maternidade é socialmente compartilhada entre homens e mulheres, o que não reflete a realidade apontada no texto, que destaca a desproporcional responsabilidade feminina pelo cuidado dos filhos.
A alternativa (c) afirma que a criminalização do aborto é uma medida neutra do Estado para proteger a vida, ignorando que essa criminalização tem impactos sociais diferentes para mulheres em condições precárias, além de ser um tema altamente controverso e político.
A (d) é incorreta porque nega qualquer interferência da superexploração do trabalho doméstico feminino nas condições de inserção no mercado de trabalho e nas decisões reprodutivas, o que vai contra o que foi explicado pelo texto e pela literatura especializada.
Já a alternativa (e) está correta, pois a análise do aborto deve mesmo considerar as relações sociais e entender que a sua ocorrência e criminalização estão ligadas às desigualdades estruturais, como a divisão sexual e racial do trabalho, reforçando o olhar crítico sobre essas dinâmicas.
Portanto, a alternativa certa é a letra e.