Após sucessivas interrupções de tratamento, um homem de 24 anos é encaminhado...

Após sucessivas interrupções de tratamento, um homem de 24 anos é encaminhado para um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). O paciente apresenta impulsividade intensa, episódios frequentes de agre...


publicidade
Após sucessivas interrupções de tratamento, um homem de 24 anos é encaminhado para um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). O paciente apresenta impulsividade intensa, episódios frequentes de agressividade, abuso de substâncias, baixa tolerância à frustração e importante dificuldade em refletir sobre estados emocionais, atribuindo seus problemas exclusivamente à ação de terceiros. Durante as entrevistas com a psicóloga que o atende, demonstra dificuldade em estabelecer vínculo terapêutico consistente e comparece de forma irregular aos atendimentos, frequentemente em estado de intoxicação.

No que se refere às indicações e contraindicações da psicoterapia de orientação analítica, a compreensão adequada para o caso é
Analisando...
publicidade

🚀 Desbloqueie a explicação completa

Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

Criar conta grátis
  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    08/10/2026 • 16:02
    Vamos conversar sobre psicoterapia de orientação analítica, que é uma abordagem focada na interpretação dos conflitos conscientes e inconscientes do paciente, usando a relação terapêutica e o setting como ferramentas fundamentais. Esse tipo de terapia costuma pedir um certo nível de adesão do paciente, capacidade de autocrítica e reflexividade, e estabilidade emocional para que as interpretações possam ser recebidas e trabalhadas adequadamente.

    No caso apresentado, temos um paciente com impulsividade intensa, abuso de substâncias, dificuldade em criar vínculo terapêutico e baixa capacidade de introspecção, que comparece irregularmente e frequentemente intoxicado. Essas características indicam desafios sérios para a psicoterapia analítica, especialmente numa fase inicial do tratamento. A falta de capacidade reflexiva e impulsividade podem dificultar que o paciente usufrua da abordagem típica da análise, que depende bastante da reflexão e da adesão regular.

    Portanto, a indicação desse tipo de psicoterapia deve ser feita com cautela, geralmente após estabilização clínica ou com uma estrutura terapêutica maior, que possa dar suporte inicial para que o paciente evolua para uma psicoterapia analítica clássica. As alternativas que sugerem que a psicoterapia analítica é indicada desde o início, ou que o setting pode ser amplamente flexibilizado, não correspondem à prática clínica recomendada para esse perfil de paciente. Também não faz sentido priorizar somente o diagnóstico psiquiátrico, desconsiderando fatores como vínculo e controle de impulsos.

    Diante disso, a alternativa que melhor representa esse entendimento é a letra c), pois reconhece as limitações impostas por impulsividade grave, baixa introspecção, uso de substâncias e instabilidade, enfatizando a necessidade de maior estruturação antes de iniciar um tratamento analítico clássico.

    Gabarito: c
publicidade
🍪

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.