Uma criança de 9 anos é internada devido à progressão de uma doença oncológic...

Uma criança de 9 anos é internada devido à progressão de uma doença oncológica sem possibilidade de cura modificadora. A equipe médica comunica à família a transição para cuidados paliativos, enfat...


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Uma criança de 9 anos é internada devido à progressão de uma doença oncológica sem possibilidade de cura modificadora. A equipe médica comunica à família a transição para cuidados paliativos, enfatizando controle de sintomas e qualidade de vida. A mãe insiste que a criança “não pode saber de nada”, evita qualquer conversa sobre piora clínica e pede à equipe que continue prometendo melhora completa. O pai, por outro lado, demonstra sofrimento intenso e refere não saber “como falar sobre isso” com a filha. A criança pergunta repetidamente por que os exames continuam e se “vai melhorar logo”.

Nessas circunstâncias, a conduta adequada em termos psicológicos, em relação à orientação familiar, é
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    08/10/2026 • 15:02
    Essa questão aborda um tema muito importante e delicado: a comunicação em contextos de fim de vida, especialmente com crianças e suas famílias. A transição para cuidados paliativos, que visa o conforto e qualidade de vida, exige uma abordagem sensível e personalizada, incluindo aspectos psicológicos e emocionais tanto para o paciente quanto para seus familiares.

    É comum que pais, diante da doença grave de uma criança, sintam dificuldades para decidir o que e como falar. Muitas vezes, há um medo de aumentar o sofrimento da criança, levando à tentação de ocultar informações (como a mãe na questão). Porém, pesquisas e práticas em cuidados paliativos enfatizam que ocultar informações importantes pode gerar ansiedade e sentimentos de desamparo, já que a criança percebe as mudanças e questionamentos de forma natural, como ilustra o filho perguntando sobre os exames.

    A conduta adequada envolve acolher o sofrimento da família, reconhecendo suas emoções, ao mesmo tempo em que se favorece uma comunicação clara e compatível com o nível de entendimento da criança. Orientar os pais a desenvolverem um diálogo honesto e ao mesmo tempo sustentado emocionalmente é fundamental para assegurar apoio psicológico ao paciente e a toda a família, facilitando o enfrentamento da situação.

    Assim, as alternativas que sugerem ocultar informações (a, b), postergar a conversa até que os pais estejam preparados (c) ou focar só na criança excluindo o sofrimento dos pais (e) não são condutas indicadas na prática especializada em cuidados paliativos pediátricos.

    Portanto, a opção correta é a letra d, que propõe acolhimento do sofrimento familiar, comunicação adequada e auxílio aos pais para que possam dialogar com a criança de maneira honesta e emocionalmente sustentável.
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