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Em consulta, adolescente de 14 anos de idade, acompanhada e com o consentimen...

Em consulta, adolescente de 14 anos de idade, acompanhada e com o consentimento da mãe, manifesta desejo de contracepção segura. O namorado tem 15 anos e o casal está junto há mais de um ano. Teve ...


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Em consulta, adolescente de 14 anos de idade, acompanhada e com o consentimento da mãe, manifesta desejo de contracepção segura. O namorado tem 15 anos e o casal está junto há mais de um ano. Teve sexarca há dois meses e utiliza preservativo feminino. A menarca ocorreu aos 11 anos, apresenta ciclos menstruais regulares e nega dismenorreia. Ao exame físico, a paciente apresenta PA de 120×70 mmHg, IMC de 22 kg/m2 , estadiamente de Tanner M5 e P5, genitália externa normal e púbere. Qual a melhor orientação para esta adolescente, segundo o Estatuto da Criança e da Adolescência (ECA)?
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    20/10/2026 • 03:01
    Essa questão aborda um tema muito importante na área da saúde pública e da legislação relacionada à adolescência: o direito ao acesso a métodos contraceptivos, respeitando a legislação vigente, que no caso é o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

    Para começar, vale lembrar que o ECA garante proteção integral às crianças e adolescentes, mas também respeita sua autonomia progressiva, especialmente em temas que envolvam saúde e sexualidade. Adolescentes a partir dos 12 anos já podem manifestar sua vontade e tomar decisões sobre sua saúde sexual e reprodutiva. Isso inclui o acesso a métodos contraceptivos sem a necessidade de autorização dos pais, desde que haja consentimento da própria adolescente.

    No caso apresentado, a jovem tem 14 anos, está com o consentimento da mãe, possui maturidade sexual (presença dos caracteres sexuais secundários completos - Tanner 5), ciclos menstruais regulares e está utilizando um método contraceptivo (preservativo feminino). Com base nisso, a conduta mais adequada é lembrar que, segundo o ECA e o Ministério da Saúde, adolescentes que manifestam desejo e consentem, devem ter acesso a métodos contraceptivos seguros, visando sua proteção e autonomia.

    Assim, exigir a presença do pai na consulta (alternativa a) não é obrigatório, muito menos a notificação ao Conselho Tutelar (alternativa b), que é um recurso a ser utilizado somente em casos de risco ou violação de direitos. Orientar a adolescente a não manter relações sexuais (alternativa d) é um conselho que pode ser dado, mas não é eficaz nem realista na clínica, e não substitui o direito dela de acessar a contracepção.

    Dessa forma, a alternativa correta é a letra c) Prescrever contracepção segura, respeitando a idade, maturidade e consentimento da adolescente.
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