Durante uma atividade de produção escrita no 2º
ano, a professora solicitou que os estudantes
escrevessem, individualmente, uma pequena lista
de animais que conheciam. Ao analisar as
produções, observou:
Estudante I: escreveu “BT” para bota , “CVL”
para cavalo e “PT” para pato .
Estudante II: escreveu convencionalmente a maior
parte das palavras, mas demonstrou dificuldade
para explicar por que cachorro é escrito com “rr”
e casa com apenas um “s”.
Estudante III: recusou-se inicialmente a escrever e
afirmou: “Eu não sei escrever porque não sei todas
as letras”.
A professora pretende utilizar essas informações
para planejar intervenções, mas deseja evitar
tanto a aplicação de atividades idênticas a toda a
turma quanto a transformação da alfabetização
em exercícios descontextualizados de cópia.
Considerando os processos de alfabetização e
letramento e a função diagnóstica da atividade,
assinale a alternativa que apresenta a intervenção
pedagogicamente mais adequada.
a) Priorizar, para toda a turma, exercícios de
memorização ortográfica, pois as produções
demonstram que as dificuldades decorrem
principalmente do desconhecimento das convenções
da escrita.
✂️
b) Organizar intervenções diferenciadas a partir das
hipóteses e dificuldades observadas, articulando
reflexão sobre o sistema de escrita, consciência
fonológica, leitura e produção de textos socialmente
significativos.
✂️
c) Suspender temporariamente as produções
espontâneas dos estudantes I e III, uma vez que o
contato frequente com grafias não convencionais
pode consolidar formas incorretas de escrita.
✂️
d) Concentrar o trabalho na correspondência entre
letras e sons, deixando os gêneros textuais para
momento posterior, quando todos os estudantes já
dominarem convencionalmente o sistema alfabético.
✂️
e) Solicitar que os estudantes com maior domínio da
escrita forneçam as grafias corretas aos demais,
utilizando a reprodução dessas palavras como
principal estratégia para equalizar os níveis da
turma.
✂️