Em reunião pedagógica de um Centro Municipal de
Educação Infantil, a coordenadora propõe reorganizar a
rotina do agrupamento de crianças de dois anos,
separando os “momentos de cuidado” (alimentação,
higiene e sono), que ficariam sob responsabilidade das
auxiliares, dos “momentos pedagógicos” (roda de
conversa e atividades dirigidas), reservados à
professora. Parte da equipe contesta a proposta,
invocando a concepção contemporânea de Educação
Infantil consolidada nas Diretrizes Curriculares
Nacionais para a etapa e na literatura da área, que
compreende a infância como categoria social e histórica
e a criança como sujeito de direitos. Considerando o
binômio educar-cuidar e essa concepção de infância,
qual posicionamento traduz corretamente o
entendimento vigente sobre a controvérsia instaurada
na equipe?
a) O cuidado constitui condição assistencial prévia ao
trabalho educativo, de modo que sua execução
pode ser atribuída aos profissionais de apoio,
liberando a professora para conduzir as situações
de aprendizagem propriamente ditas.
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b) O cuidado é dimensão relevante sobretudo no
berçário, perdendo densidade pedagógica à
medida que as crianças conquistam autonomia,
quando o eixo do trabalho docente se desloca para
os conteúdos de natureza escolar.
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c) A distinção entre momentos de cuidado e
momentos pedagógicos é recomendável por
favorecer a especialização das funções na equipe,
desde que os dois grupos de profissionais recebam
formação continuada de padrão equivalente.
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d) Educar e cuidar são dimensões indissociáveis da
ação docente na Educação Infantil, de modo que
alimentação, higiene e sono constituem situações
intencionalmente planejadas, portadoras de
significação pedagógica e relacional.
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e) O cuidado deve ser compreendido como
responsabilidade primária da família, cabendo à
instituição complementá-lo de forma pontual,
enquanto concentra sua intencionalidade nas
experiências de linguagem e de cognição.
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