Ingrid Nunes
EQUIPE
23/10/2026 • 19:01
Vamos entender primeiro o contexto. A questão coloca um estudante surdo usuário da Língua Brasileira de Sinais (Libras), que está aprendendo português escrito, e apresenta um registro com características específicas, como verbos sem flexão, ausência de artigos e preposições. Esse tipo de padrão traz dificuldades comuns na interação entre as duas línguas, que possuem estruturas bem diferentes.
A Libras é uma língua visual-espacial, com uma gramática própria, e nela o tempo verbal não é indicado pela flexão verbal, mas por meio de marcadores temporais e pelo contexto. Então, quando o estudante escreve frases como "Ontem eu ir escola nova", está transferindo um padrão da Libras para o português escrito, omitindo flexão verbal porque na primeira língua essa marcação é feita de outro jeito.
Assim, a alternativa que melhor analisa essa situação é a alternativa (a), que explica que o uso do verbo sem flexão temporal, acompanhado da marcação do tempo pelo advérbio "Ontem", e a ausência de artigos e preposições, refletem uma influência direta da estrutura da Libras. Essa transferência linguística é super comum em processos de aprendizagem, principalmente quando as modalidades (língua de sinais versus língua oral/escrita) são tão diferentes.
As outras opções trazem explicações que não batem com a realidade da Libras e do processo descrito: a (b) descarta ligação com a língua materna, o que não é correto; a (c) atribui à limitação lexical as omissões que são, na verdade, estruturais; a (d) diz que a flexão verbal está perfeitamente adquirida, o que não é verdade; e a (e) fala em português sinalizado, que é uma mistura que não se aplica nesse caso.
Portanto, a análise mais adequada é a da alternativa (a), que reconhece claramente os fenômenos decorrentes da transferência da primeira língua, a Libras, para o português escrito.
A Libras é uma língua visual-espacial, com uma gramática própria, e nela o tempo verbal não é indicado pela flexão verbal, mas por meio de marcadores temporais e pelo contexto. Então, quando o estudante escreve frases como "Ontem eu ir escola nova", está transferindo um padrão da Libras para o português escrito, omitindo flexão verbal porque na primeira língua essa marcação é feita de outro jeito.
Assim, a alternativa que melhor analisa essa situação é a alternativa (a), que explica que o uso do verbo sem flexão temporal, acompanhado da marcação do tempo pelo advérbio "Ontem", e a ausência de artigos e preposições, refletem uma influência direta da estrutura da Libras. Essa transferência linguística é super comum em processos de aprendizagem, principalmente quando as modalidades (língua de sinais versus língua oral/escrita) são tão diferentes.
As outras opções trazem explicações que não batem com a realidade da Libras e do processo descrito: a (b) descarta ligação com a língua materna, o que não é correto; a (c) atribui à limitação lexical as omissões que são, na verdade, estruturais; a (d) diz que a flexão verbal está perfeitamente adquirida, o que não é verdade; e a (e) fala em português sinalizado, que é uma mistura que não se aplica nesse caso.
Portanto, a análise mais adequada é a da alternativa (a), que reconhece claramente os fenômenos decorrentes da transferência da primeira língua, a Libras, para o português escrito.