Em sua obra clássica, Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire apresenta e discute os conceitos
de educação bancária e educação libertadora.
Quanto mais analisamos as relações educador-educandos, na escola, em qualquer
de seus níveis (ou fora dela), parece que
mais nos podemos convencer de que estas
relações apresentam um caráter especial
e marcante — o de serem relações fundamentalmente narradoras, dissertadoras.Narração de conteúdos que, por isto mesmo, tendem a petrificar-se ou a fazer-se
algo quase morto, sejam valores ou dimensões concretas da realidade. Narração
ou dissertação que implica um sujeito o
narrador — e objetos pacientes, ouvintes
— os educandos. (...) A narração, de que
o educador é o sujeito, conduz os educandos à memorização mecânica do conteúdo narrado. Mais ainda, a narração os
transforma em “vasilhas”, em recipientes
a serem “enchidos” pelo educador. Quanto mais vá “enchendo” os recipientes com
seus “depósitos”, tanto melhor educador
será. Quanto mais se deixem docilmente
“encher”, tanto melhores educandos serão. Desta maneira, a educação se torna
um ato de depositar, em que os educandos
são os depositários e o educador o depositante. (FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 2011, p.
57-58).
Sobre o conceito de educação libertadora, leia
as afirmações a seguir:
I – A educação bancária serve à dominação; a educação libertadora é problematizadora, que serve à
libertação.
II – A educação libertadora emite comunicados e
permite aos educandos que possam apreender e
entender os sentidos dos comunicados.
III – A educação libertadora transmite conteúdos
a partir da experiência histórico-social dos educadores, que selecionam, a partir de um currículo elaborado, o conjunto de conhecimentos para a
formação de jovens e adultos.
IV – Na concepção libertadora há a superação da
contradição educador-educando, tornando-se um
educador-educando e um educando-educador.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o conceito de educação libertadora.