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Conforme propõe a pesquisa de Freitas Reis & Ferreira Júnior (2026), as r...

Conforme propõe a pesquisa de Freitas Reis & Ferreira Júnior (2026), as religiosidades indígenas, quando incorporadas à formação de professores de Ciências da Religião na Amazônia, exigem prát...


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Conforme propõe a pesquisa de Freitas Reis & Ferreira Júnior (2026), as religiosidades indígenas, quando incorporadas à formação de professores de Ciências da Religião na Amazônia, exigem práticas pedagógicas interculturais que rompam com a hegemonia epistemológica eurocêntrica de séculos. Como se observa no trecho abaixo:

“No Brasil, a educação voltada para os povos indígenas reflete embates históricos e culturais, evidenciando a luta dessas comunidades por aceitação, dignidade e participação. O currículo, encarado como projeto educativo e político, é um dos cenários cruciais onde conhecimentos, princípios e características se conectam. Nesse sentido, concebê-lo levando em consideração a pluralidade étnica e cultural dos povos originários implica superar modelos europeus e coloniais ainda arraigados nos sistemas de ensino. A Constituição Federal de 1988 representa um ponto fundamental ao reconhecer os direitos inerentes dos povos indígenas sobre suas terras, seus costumes e modos de viver em sociedade (Brasil, 1988). No contexto educacional, esse dispositivo assegurou o direito a uma educação bilíngue e intercultural, possibilitando a valorização dos processos de aprendizagem que lhes são próprios” (Freitas Reis & Ferreira Júnior, 2026).

A partir dessa pesquisa, análises e considerações de tais autores, marque a alternativa que sintetiza corretamente a pro posta metodológica defendida pelos mesmos.
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    28/10/2026 • 08:01
    Essa questão aborda um tema fundamental e atual: a interculturalidade na formação de professores de Ciências da Religião, especialmente em contextos amazônicos, onde a diversidade cultural e religiosa indígena é muito rica. Basicamente, o texto proposto ressalta a importância de romper com a hegemonia do conhecimento eurocêntrico, valorizando os saberes indígenas e garantindo uma educação que respeite sua pluralidade étnica e cultural.

    Neste sentido, a metodologia defendida envolve práticas pedagógicas que vão além da simples inclusão superficial dos conteúdos indígenas – ou seja, não se trata de apenas ensinar rituais ou histórias sem reflexão crítica. Pelo contrário, exige que esses saberes sejam parceiros epistemológicos, reconhecendo sua autoridade própria e promovendo um diálogo entre saberes locais e acadêmicos. Isso demanda uma pedagogia dialógica e reflexiva, respeitosa e colaborativa.

    Analisando as alternativas: a) está incorreta pois defende uma postura acrítica e de reprodução que os autores criticam; b) fala de métodos quantitativos e testes padronizados, o que não está de acordo com a proposta de valorização cultural e intercultural; d) sugere a separação rígida entre saberes, o que contraria a ideia de diálogo epistemológico; e) propõe substituir totalmente o saber acadêmico ocidental pelo indígena, algo extremo que não é sugerido no texto – o enfoque é na interlocução, não substituição total.

    Portanto, a alternativa que sintetiza corretamente a proposta é a c), pois ressalta a pedagogia dialógica, a co-produção de conhecimento e o reconhecimento das religiosidades indígenas como parceiros epistemológicos na construção da formação docente.

    Gabarito: c
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