Seu Mundinho, todo esse tempo combati o senhor. Fui eu quem mandou atirar ...

Seu Mundinho, todo esse tempo combati o senhor. Fui eu quem mandou atirar em Aristóteles. Estava preparado para virar Ilhéus do avesso. Os jagunços estavam de atalaia, prontos para obedecer. Os ...


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Seu Mundinho, todo esse tempo combati o senhor. Fui eu quem mandou atirar em Aristóteles. Estava preparado para virar Ilhéus do avesso. Os jagunços estavam de atalaia, prontos para obedecer. Os meus e os outros amigos, para acabar com a eleição. Agora tudo acabou. (In: AMADO, Jorge. Gabriela, cravo e canela)
O texto descreve uma realidade que, na história do Brasil, identifica o

Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    05/01/2025 • 06:18
    Gabarito: b)

    O trecho apresentado faz referência ao coronelismo, que foi um fenômeno político muito presente na história do Brasil, principalmente durante a República Velha (1889-1930). O coronelismo era caracterizado pelo domínio político de grandes proprietários rurais, conhecidos como coronéis, que exerciam grande influência sobre a população local, controlando desde as eleições até as relações sociais e econômicas.

    Esses coronéis utilizavam de diversos meios para manter seu poder, como o uso da violência, do clientelismo e do patrimonialismo. Eles tinham grande controle sobre a vida política e social das regiões onde atuavam, indicando candidatos, manipulando eleições e garantindo a manutenção de seus interesses.

    Portanto, a descrição do trecho sobre o poder do coronel em Ilhéus, presente na obra "Gabriela, cravo e canela" de Jorge Amado, remete diretamente ao coronelismo, que se manifestava como uma forma de poder privado se manifestar por meio da política.
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