O contexto em que, segundo a norma-padrão, o pronome “se” pode ser colocado a...

O contexto em que, segundo a norma-padrão, o pronome “se” pode ser colocado antes ou depois do verbo, é:


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A República dos Estados Unidos da Bruzundanga tinha, como todas as repúblicas que se prezam, além do presidente e juízes de várias categorias, um Senado e uma Câmara de Deputados, ambos eleitos por sufrágio direto e temporários ambos, com certa diferença na duração do mandato: o dos senadores, mais longo; o dos deputados, mais curto.
O país vivia de expedientes, isto é, de cinquenta em cinquenta anos descobria-se nele um produto que ficava sendo a sua riqueza. Os governos taxavam-no a mais não poder, de modo que os países rivais, mais parcimoniosos na decretação de impostos sobre produtos semelhantes, acabavam, na concorrência, por derrotar a Bruzundanga; e, assim, ela fazia morrer a sua riqueza, mas não sem os estertores de uma valorização duvidosa. Daí vinha que a grande nação vivia aos solavancos, sem estabilidade financeira e econômica; e, por isso mesmo, dando campo a que surgissem, a toda hora, financeiros de todos os seus cantos e, sobretudo, do seu parlamento.
Naquele ano, isto dez anos atrás, surgiu na sua Câmara um deputado que falava muito em assuntos de finanças, orçamentos, impostos diretos e indiretos e outras coisas cabalísticas da ciência de obter dinheiro para o Estado.
Chamava-se o deputado Felixhimino ben Karpatoso. Se era advogado, médico, engenheiro ou mesmo dentista, não se sabia bem; todos tratavam-no de doutor, embora nada se conhecesse dele.
(Lima Barreto, Um grande financeiro. Os bruzundangas. Adaptado)
O contexto em que, segundo a norma-padrão, o pronome “se” pode ser colocado antes ou depois do verbo, é:

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  • daiana aparecida da silva
    daiana aparecida da silva
    31/12/1969 • 21:00
    Essa questão trata da colocação pronominal (próclise e ênclise) do pronome “se”. Identificar quando a colocação é obrigatória e quando pode ser facultativa.

    Explicação das alternativas:

    a) ... que se prezam...
    O pronome está antes do verbo (se prezam).
    Aqui há um pronome relativo “que”, que é palavra atrativa → exige próclise obrigatória.
    ✔ Correto do jeito que está, mas não poderia ser ênclise (prezam-se).
    ➡ Portanto, não é facultativo
    b) Chamava-se o deputado..
    Verbo no início de oração→ regra: não pode iniciar frase com pronome oblíquo (se chamava... seria errado na escrita formal).
    Aqui só cabe ênclise (Chamava-se).
    ➡ Portanto, não é facultativo
    c) ... de cinquenta em cinquenta anos descobria-se nele um produto...
    Verbo no meio da oração.
    Não há palavra atrativa antes dele.
    Segundo a norma-padrão, tanto descobria-se (ênclise) quanto se descobria (próclise) são aceitos.
    ➡ ✔ Aqui é o caso em que a colocação é facultativa.
    d) ... não se sabia bem...
    Palavra negativa (não) atrai o pronome.
    Só pode ser próclise (não se sabia).
    ➡ Não é facultativo
    e) ... embora nada se conhecesse dele...
    Palavra atrativa (embora/nada).
    Só pode ser próclise (nada se conhecesse).
    ➡ Não é facultativo
    Gabarito: C
    ➡ É o único caso em que, pela norma-padrão, a posição do pronome é facultativa
    descobria-se
    se descobria

    Ambas corretas.



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