Para responder à questão, leia um trecho adaptado de uma entrevista conced...

Para responder à questão, leia um trecho adaptado de uma entrevista concedida pelo historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello ao Jornal do Commercio, de Recife, em 22 de janeiro de 2008, po...


Para responder à questão, leia um trecho adaptado de uma entrevista concedida pelo historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello ao Jornal do Commercio, de Recife, em 22 de janeiro de 2008, por ocasião do bicentenário da chegada da família real ao Brasil.

JORNAL DO COMMERCIO O Brasil tem motivos para comemorar os 200 anos da chegada da família real?

EVALDO CABRAL DE MELLO Só os cariocas. O Brasil ou é oito ou é oitenta. Há alguns anos, era oito: tinha grande êxito um filme que punha na tela antigos chavões sobre a presença da corte lusitana no Rio. Hoje estamos no oitenta: dom João VI passou de idiota régio a estadista ocidental.

JORNAL DO COMMERCIO Se pudéssemos simplificar em duas palavras, a vinda da família real trouxe mais benefícios ou prejuízos para o Nordeste?

EVALDO CABRAL DE MELLO Claro que prejuízos, e imediatos. Primeiro, a corte ficava muito mais perto, segundo, houve a espoliação das províncias promovida pela família real, em terceiro lugar, a presença de dom João era o esforço de um futuro regime centralizador, embora não se possa dizer que desde dom João o assunto já fosse de favas contadas.

Entre as reações à política estabelecida pela família real, é possível citar

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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes
    31/12/1969 • 21:00
    Gabarito: a)

    Neste trecho da entrevista com o historiador Evaldo Cabral de Mello, ele destaca que a vinda da família real para o Brasil trouxe prejuízos imediatos para o Nordeste. Ele menciona a espoliação das províncias promovida pela família real e a centralização do poder como fatores negativos decorrentes desse evento histórico.

    A partir desse contexto, a alternativa correta que cita reações à política estabelecida pela família real é a letra "a)", que menciona a Revolução Pernambucana de 1817 e a Confederação do Equador (1824) em Pernambuco. Esses movimentos questionavam a espoliação fiscal e a centralização do poder promovidas pela corte no Rio de Janeiro, que era a capital do Império Português a partir de 1808 e, depois de 1822, capital do Império do Brasil.

    Esses movimentos foram importantes manifestações de resistência e questionamento às políticas centralizadoras e opressivas impostas pela família real, evidenciando a insatisfação e os conflitos gerados por essas medidas no Nordeste brasileiro.
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