João adquiriu em maio de 2000 um imóvel em área rural, banhado pelo Rio Formo...

João adquiriu em maio de 2000 um imóvel em área rural, banhado pelo Rio Formoso. Em 2010, foi citado para responder a uma ação civil pública proposta pelo Município de Belas Veredas, que o responsa...


João adquiriu em maio de 2000 um imóvel em área rural, banhado pelo Rio Formoso. Em 2010, foi citado para responder a uma ação civil pública proposta pelo Município de Belas Veredas, que o responsabiliza civilmente por ter cometido corte raso na mata ciliar da propriedade. João alega que o desmatamento foi cometido pelo antigo proprietário da fazenda, que já praticava o plantio de milho no local. Em razão do exposto, é correto afirmar que

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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    02/06/2025 • 15:54
    Gabarito: d)

    A alternativa d) é a correta, pois aborda o conceito de obrigação "propter rem", que é uma obrigação vinculada à propriedade do imóvel, independentemente de quem seja o proprietário. No caso de danos ambientais, especialmente em relação à manutenção de matas ciliares, a responsabilidade é transferida do antigo proprietário para o novo. Isso significa que, mesmo que João não tenha sido o responsável direto pelo desmatamento, como atual proprietário, ele herda a obrigação de reparar o dano ambiental causado.

    A Lei nº 12.651/2012, conhecida como o novo Código Florestal, em seu artigo 30, inciso II, estabelece que é obrigação do proprietário manter a área de preservação permanente (APP), que inclui as matas ciliares. Portanto, a responsabilidade de João em reparar a área decorre diretamente de sua condição de proprietário do imóvel rural.

    As demais alternativas estão incorretas porque:
    a) A responsabilidade por dano ambiental é objetiva e propter rem, o que significa que não depende da existência de culpa e é vinculada à propriedade.
    b) A prescrição de cinco anos mencionada não se aplica a danos ambientais, que são considerados de natureza propter rem e, portanto, não prescrevem enquanto o dano persistir.
    c) Não há previsão legal que garanta indenização pelo Poder Público ao proprietário que é obrigado a cessar o uso de sua propriedade para cumprir com a legislação ambiental.

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