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“Consciente da necessidade de clareza frente à postura pedagógica e às particularidades da disciplina que ministro, elejo o que acredito serem as habilidades e competências a desenvolver junto a...


“Consciente da necessidade de clareza frente à postura pedagógica e às particularidades da disciplina que ministro, elejo o que acredito serem as habilidades e competências a desenvolver junto aos alunos [...]. No eleger dessas habilidades e competências [...], estão implícitas concepções de História e do ensino de História. Vejamos: 1) a aceitação de que a História, mesmo se pretendendo uma ciência, não está imune à falibilidade; 2) a submissão do conhecimento historiográfico a um regime de historicidade, ou seja, pensar o próprio conhecimento como algo relacionado a uma dada configuração que o torna possível; 3) a necessidade de pôr à prova a própria ideia de verdade sem, contudo, confundir esse questionamento com o niilismo que nega a possibilidade de reflexões coerentes num campo de saber; 4) construir uma cultura que faça perceber que a escrita da história, como bem explicou Certeau, está circunscrita a uma operação historiográfica e que, por isso, deve reconhecer seus sujeitos, suas questões, seus métodos e suas fontes.

(SILVA, José Luís de Oliveira e. Pensando o ofício do historiador no ambiente escolar: práticas pedagógicas e a incorporação do xadrez nas aulas de Idade Média. In: Anais do V Simpósio Nacional de História Cultural. Brasília: UNB, 2010).

Segundo o texto, o ensino de História deve:

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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    14/01/2026 • 09:17
    Gabarito: c)

    O texto destaca que o ensino de História deve envolver a compreensão crítica do conhecimento histórico, reconhecendo sua historicidade, a falibilidade da História como ciência, e a necessidade de questionar a ideia de verdade sem cair no niilismo. Além disso, menciona a importância de entender que a escrita da história é uma operação historiográfica, com seus sujeitos, métodos e fontes. Tudo isso aponta para a necessidade de oferecer aos alunos um arcabouço teórico-metodológico que permita uma leitura crítica e coerente dos processos históricos e historiográficos, que é exatamente o que a alternativa c) propõe. As outras alternativas ou focam em aspectos muito específicos ou apresentam concepções que não condizem com o texto.

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