Em uma visita ao Brasil em 1869, Joseph Arthur Gobineau, responsável pela
criação das teorias raciais, fez o seguinte depoimento: Nem um só brasileiro tem sangue
puro porque os exemplos de casamentos entre brancos e negros são tão disseminados
que as nuances de cor são infinitas, causando uma degeneração do tipo mais deprimente tanto nas classes baixas como nas superiores.
(CARONE, I.; BENTO, M. A. S. (Org.). Psicologia social do racismo: Estudos sobre branquitude e branqueamento no Brasil. RJ: Vozes,
2002. p. 14.)
O pensamento de Gobineau, que influenciou setores da elite brasileira no final do século
XIX, alimentou um imaginário