Por hoje, devem os abolicionistas, que viam nele o chefe, cuja perda foi
desgraça irreparável, procurar, nos radiosos exemplos que ele deixou, a luz que os guie
nessa conflagração que agita o país inteiro. Se vivo, Luis Gama foi uma legião vitoriosa,
morto a sua memória bem pode ser o santelmo da redenção do povo.
(Gazeta do Povo, SP, 24 ago. 1884. apud AZEVEDO, E. O direito dos escravos: lutas jurídicas e abolicionistas na Província de São Paulo
na segunda metade do século XIX. Tese (Doutorado) Unicamp, Campinas, 2003. p. 201. Adaptado.)
A trajetória política do abolicionista Luis Gama (1830-1882) está relacionada também ao
movimento