Para elaborar uma aula de Filosofia, na turma de 3ª série do Ensino Médio, sobre a temática de democracia e das
formas de participação dos indivíduos, o professor partiu do seguinte texto para realizar uma análise filosófica:
O tema do poder invisível foi até agora muito pouco explorado (inclusive porque escapa das técnicas
de pesquisa adotadas habitualmente pelos sociólogos, tais como entrevistas, levantamentos de
opinião, etc.). Talvez eu esteja particularmente influenciado por aquilo que acontece na Itália,
onde a presença do poder invisível (máfia, camorra, lojas maçônicas anômalas, serviços secretos
incontroláveis e acobertadores dos subversivos que deveriam combater) é, permitam-me o jogo
de palavras, visibilíssima. A verdade porém é que o tratamento mais amplo do tema foi por mim
encontrado, até agora, no livro de um estudioso americano, Alan Wolfe, Os limites da legitimidade,
que dedica um bem documentado capítulo ao que denomina de ‘duplo Estado’, duplo no sentido
de que ao lado de um Estado visível existiria sempre um Estado invisível.
BOBBIO, N. O futuro da democracia. São Paulo: Paz e Terra, 1986.
Nessa situação, infere-se que o objetivo de aprendizagem definido pelo professor ao utilizar o referido
texto para orientar a discussão da temática é