Desde que o primeiro tomate geneticamente modificado foi colocado no merca...

Desde que o primeiro tomate geneticamente modificado foi colocado no mercado, nos Estados Unidos da América, em 1994, dezenas de produtos alimentares foram alterados objetivando-se aumentar sua ...


publicidade

Desde que o primeiro tomate geneticamente modificado foi colocado no mercado, nos Estados Unidos da América, em 1994, dezenas de produtos alimentares foram alterados objetivando-se aumentar sua produtividade e seu valor comercial, e melhorar o valor nutricional ou criar resistência a pragas e doenças ou a herbicidas. A despeito dos benefícios potenciais ou reais dos novos produtos, os organismos geneticamente modificados (OGM) suscitam questionamentos éticos, ambientais, sociais e de saúde. É possível, por exemplo, que a capacidade de tolerância a herbicidas seja transferida dos cultivos geneticamente modificados para espécies silvestres? É possível que as plantas geneticamente modificadas para repelir pragas causem danos a insetos benéficos? A maior competitividade dos OGM poderia causar danos a ecossistemas com alta diversidade biológica?

Acerca dos temas abordados no texto acima, julgue o item seguinte.

No contexto da Convenção sobre Diversidade Biológica, o enfrentamento das questões formuladas no texto culminou com a aprovação, em 2000, do protocolo de Cartagena sobre Biossegurança, que estabelece sistema de regras exaustivo para assegurar a transferência, o manejo e a utilização segura de organismos geneticamente modificados sujeitos a movimentos transfronteiriços. O protocolo se ocupa primordialmente de OGM que se pretende introduzir diretamente no meio ambiente (como sementes, árvores, peixes), de produtos agrícolas modificados geneticamente (como a soja, o milho e outros cereais utilizados para alimentação humana ou animal ou para processamento), de OGM da indústria farmacêutica destinados aos seres humanos e de produtos derivados de OGM (como azeite de cozinha de milho).

Analisando...
publicidade

🚀 Desbloqueie a explicação completa

Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

Criar conta grátis
  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    04/09/2026 • 05:02
    Vamos falar sobre organismos geneticamente modificados, ou OGMs, e a regulação deles no contexto internacional. A questão aborda o Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança, que foi adotado em 2000 como um acordo internacional sob a égide da Convenção sobre Diversidade Biológica. O objetivo principal do Protocolo de Cartagena é garantir a transferência, manejo e uso seguro de OGMs que possam representar riscos para a biodiversidade e a saúde humana, especialmente aqueles que são destinados a serem liberados no meio ambiente.

    O Protocolo realmente concerne principalmente aos OGMs que podem ser liberados diretamente no meio ambiente, como sementes, plantas, peixes, e também aborda a questão dos produtos agrícolas modificados geneticamente. Entretanto, ele não regula o uso de OGMs para fins farmacêuticos destinados a seres humanos, pois esse campo geralmente é regulado por outras entidades e normas específicas relacionadas a medicamentos e saúde pública.

    Além disso, produtos derivados de OGMs, como alimentos processados feitos a partir de OGMs, são geralmente considerados sob regras diferentes, não sendo o foco central do Protocolo de Cartagena. Portanto, a parte que afirma que o Protocolo se ocupa primordialmente de OGMs para a indústria farmacêutica e produtos derivados como azeite de milho está incorreta.

    Assim, a afirmação apresentada contém imprecisões, especialmente quanto ao escopo de atuação do Protocolo no que diz respeito aos OGMs farmacêuticos e produtos derivados processados.

    Por isso, o gabarito correto para esta questão é: b) Errado.
publicidade
🍪

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.