O processo de transformação política de Roma, da Monarquia à República e desta ao Império, não representou uma
ruptura linear, mas a reorganização das formas de poder conforme conflitos sociais e expansão territorial. A República
romana consolidou mecanismos institucionais que limitavam o poder individual por meio da divisão de magistraturas
e da atuação do Senado, enquanto o Império preservou formalmente tais instituições, embora concentrasse o poder
efetivo na figura do imperador.
FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Grécia e Roma . 6. ed. São Paulo: Contexto, 2019. Adaptado.
Considere que um professor de História afirma que, ao analisar a passagem da República para o Império em Roma, não se deve
compreender esse processo como uma simples substituição de instituições, mas como uma transformação na forma de exercício do
poder, mantendo-se estruturas anteriores sob nova lógica política.
A aplicação adequada do conhecimento histórico ao argumento apresentado permite concluir que essa interpretação é
a) incorreta, pois a transição para o Império implicou a extinção completa das instituições republicanas, substituídas por um
sistema monárquico absoluto sem continuidade institucional.
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b) incorreta, pois a República romana já apresentava concentração de poder equivalente à do Império, não havendo diferenças
estruturais entre os dois períodos.
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c) incorreta, pois a mudança política ocorreu exclusivamente em função da expansão territorial, sem relação com conflitos internos
ou reorganização do poder.
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d) correta, pois, embora o Império tenha mantido algumas instituições republicanas, essas passaram a exercer maior autonomia
política em relação ao poder central.
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e) correta, pois o Império romano preservou formalmente instituições republicanas, ao mesmo tempo em que concentrou o poder
político na figura do imperador.
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