Luana, de 8 anos de id...

Luana, de 8 anos de idade, foi diagnosticada com câncer há 20 dias. Os pais relatam que a criança, logo que soube, ficou mais quieta, calada e...


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Luana, de 8 anos de idade, foi diagnosticada com câncer há 20 dias. Os pais relatam que a criança, logo que soube, ficou mais quieta, calada e isolada; mantém-se boa parte do tempo em seu quarto e chora com frequência desde o início. Preocupada com o tratamento, ela sempre faz o seguinte questionamento aos pais ou mesmo ao médico responsável pelo caso: “Qual será o próximo passo?” (sic). Pede que não lhe escondam nada. Diz ter medo da morte. Há uma semana, em um dos momentos a sós com os pais, ela declarou: “Sinto que sou um peso para vocês. Tenho medo de nunca mais poder voltar à escola. Não entendo por que isso aconteceu logo comigo. Queria só poder ter minha vida de volta... sair desse hospital, ir para a escola, fazer meus deveres, encontrar meus amigos e passear com minha família. Tenho certeza de que vocês também pensavam em outras coisas pra mim. Não é justo comigo nem com vocês” (sic).

A partir desse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir, considerando o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), a Classificação Internacional das Doenças (CID-10), o Código de Ética Profissional do Psicólogo, noções de psicologia hospitalar e o papel do psicólogo nesse contexto.

No caso de Luana, a intervenção psicológica deve ser restrita ao suporte psicossocial, pois o apoio psicoterapêutico não é indicado em contexto hospitalar.

Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    13/09/2026 • 04:01
    Vamos falar um pouco sobre o papel do psicólogo em contextos hospitalares, especialmente em casos delicados como o da Luana, uma criança com câncer. A questão mostra que ela está passando por um grande sofrimento emocional, com medo da morte e sentimentos de isolamento e tristeza. Em situações assim, a atuação do psicólogo vai muito além de apenas dar suporte psicossocial, que é, por exemplo, ajudar a criança e a família a entender e lidar com a realidade da doença, suas emoções e a dinâmica hospitalar.

    A psicoterapia, mesmo em contexto hospitalar, pode e deve ser utilizada. Ela ajuda a criança a expressar sentimentos, enfrentando o medo, a angústia e as dúvidas, além de ajudar os pais a compreenderem e apoiarem melhor a criança. O Código de Ética Profissional do Psicólogo e as diretrizes da psicologia hospitalar recomendam a psicoterapia como parte integrante do cuidado, desde que respeitadas as necessidades e condições do paciente.

    Portanto, restringir a intervenção psicológica apenas ao suporte psicossocial é errado, pois o apoio psicoterapêutico é indicado, sim, no contexto hospitalar e pode ser fundamental para o enfrentamento da doença e melhora da qualidade de vida da criança e sua família.

    Dessa forma, a afirmativa apresentada está errada.
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