“A nossa história foi tecida pela presença d...

“A nossa história foi tecida pela presença de escravos originários do credo islâmico”. (COSTA, 2002) Fonte: COSTA, Sebast...


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“A nossa história foi tecida pela presença de escravos originários do credo islâmico”. (COSTA, 2002)

Fonte: COSTA, Sebastião Heber Vieira. Em nome de Alá: algumas notas sobre a presença mulçumana entre os escravos da Bahia. in SYLVANA, Brandão (Organizadora) Histórias das Religiões no Brasil. Vol.2. Recife. Editora Universitária. UFPE. 2002.

Tendo como premissa a presença do islamismo em solo baiano, avalie as assertivas a seguir.


I- O islamismo espalhou-se de forma própria na Bahia e seus seguidores eram geralmente os negros que possuíam maior grau de instrução, em suas reuniões de oração, tanto na vida privada, como nas mesquitas o uso do tecebá era uma marca do sagrado.


II- Na Bahia, no século XIX, não há registros de revoltas dos negros com a dimensão religiosa islâmica, inclusive os estudiosos garantem que a Revolta dos Malês é simplesmente uma representação revestida das caraterísticas típicas de luta de classe.


III- A função agregadora do Islã foi a solidariedade entre as etnias negras, na Bahia, ajudando a promover a unidade entre muitos escravos e até entre os libertos africanos.


É CORRETO o que se afirma em:

Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    31/08/2026 • 16:56
    Essa questão trata da presença e influência do islamismo entre os escravos na Bahia, um aspecto crucial da história afro-brasileira. O islamismo chegou ao Brasil principalmente com os africanos escravizados originários de regiões muçulmanas na África Ocidental, como a atual Nigéria e Senegal. Esses povos mantiveram sua fé e tradições, mesmo diante das dificuldades da escravidão.

    A assertiva I afirma que o islamismo se espalhou de forma própria na Bahia e que seus seguidores muitas vezes tinham maior grau de instrução, destacando o uso do tecebá nas orações. Isso está correto, pois muitos muçulmanos entre os escravizados eram alfabetizados em árabe e praticavam sua religião em mesquitas ou casas de culto, usando objetos sagrados como o tecebá (rosário).

    A assertiva II afirma que no século XIX não existem registros de revoltas com dimensão religiosa islâmica, e que a Revolta dos Malês seria apenas uma luta de classes. Isso é incorreto. A Revolta dos Malês, ocorrida em 1835 em Salvador, é justamente um marco de resistência dos escravos muçulmanos que usavam sua fé como motivação e identidade para a revolta, o que demonstra a dimensão religiosa do conflito.

    A assertiva III fala da função agregadora do Islã entre diferentes etnias negras, promovendo solidariedade e unidade entre escravos e libertos. Isso também é verdadeiro, pois a fé islâmica serviu como um importante elemento de coesão social e cultural dentro da comunidade negra na Bahia.

    Portanto, as assertivas I e III estão corretas, enquanto a II está incorreta.

    Gabarito: a) I e III apenas.
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