Após receber denúncia anônima, por meio de disquedenúncia, de grave crim...

Após receber denúncia anônima, por meio de disquedenúncia, de grave crime de estupro com resultado morte que teria sido praticado por Lauro, 19 anos, na semana pretérita, a autoridade policial...


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Após receber denúncia anônima, por meio de disquedenúncia, de grave crime de estupro com resultado morte que teria sido praticado por Lauro, 19 anos, na semana pretérita, a autoridade policial, de imediato, instaura inquérito policial para apurar a suposta prática delitiva. Lauro é chamado à Delegacia e apresenta sua identidade recém-obtida; em seguida, é realizada sua identificação criminal, com colheita de digitais e fotografias. Em que pese não ter sido encontrado o cadáver até aquele momento das investigações, a autoridade policial, para resguardar a prova, pretende colher material sanguíneo do indiciado Lauro para fins de futuro confronto, além de desejar realizar, com base nas declarações de uma testemunha presencial localizada, uma reprodução simulada dos fatos; no entanto, Lauro se recusa tanto a participar da reprodução simulada quanto a permitir a colheita de seu material sanguíneo. É, ainda, realizado o reconhecimento de Lauro por uma testemunha após ser-lhe mostrada a fotografia dele, sem que fossem colocadas imagens de outros indivíduos com características semelhantes. Ao ser informado sobre os fatos, na defesa do interesse de seu cliente, o(a) advogado(a) de Lauro, sob o ponto de vista técnico, deverá alegar que
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    18/08/2026 • 16:05
    Vamos analisar a situação apresentada. O caso envolve a instauração de um inquérito policial a partir de uma denúncia anônima de um crime grave, a coleta de material sanguíneo do indiciado e a realização de um reconhecimento fotográfico.

    A primeira alternativa sugere que o inquérito não poderia ser instaurado apenas com a denúncia anônima, o que é verdade, pois a jurisprudência geralmente exige alguma diligência preliminar para confirmar a veracidade das informações antes de se instaurar um inquérito.

    A segunda alternativa afirma que o indiciado não pode ser obrigado a fornecer seu material sanguíneo, o que é correto, pois o indiciado tem o direito de não produzir prova contra si mesmo. No entanto, a afirmação de que ele pode ser obrigado a participar da reprodução simulada é controversa, pois a participação deve ser voluntária.

    A terceira alternativa fala sobre a invalidação da ação penal devido a um vício no reconhecimento, o que pode ser um ponto válido, mas não necessariamente invalida toda a ação penal se houver outros elementos de prova.

    A quarta alternativa menciona que a identificação criminal deve ser feita por meio de processo datiloscópico e não por fotografias, o que não é correto, pois a identificação pode ser feita por fotografias, embora a coleta de digitais seja a prática padrão.

    Diante disso, a alegação mais forte que o advogado de Lauro poderia fazer é que o inquérito não poderia ter sido instaurado apenas com a denúncia anônima, sem diligências preliminares.

    Gabarito: a)
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