Equipe Gabarite
EQUIPE
18/08/2026 • 15:41
Vamos analisar a questão com calma. O texto fala sobre a fome na Itália em 536 e como, nos primeiros séculos da Idade Média, o auxílio aos famintos era uma questão de gestão pública, mesmo quando parecia uma ação individual de caridade, como na Gália merovíngia. Ou seja, mesmo que parecesse algo feito por pessoas, na verdade era uma responsabilidade pública.
Agora, a pergunta é: quem tinha a jurisdição, ou seja, a responsabilidade oficial, para agir diante dessa crise?
Vamos ver as alternativas:
a) da nobreza, proveniente da obrigação de proteção ao campesinato livre.
A nobreza tinha sim responsabilidades, mas a proteção ao campesinato não era a principal forma de assistência pública na crise da fome, especialmente nos primeiros séculos da Idade Média. Além disso, o texto destaca a gestão pública, que geralmente estava mais ligada à autoridade central.
b) da realeza, decorrente do conceito de governo subjacente à monarquia cristã.
A monarquia cristã tinha o dever de cuidar do povo, e o rei era visto como responsável pelo bem-estar da população. Isso está alinhado com a ideia de que a gestão pública era a responsável pela assistência, mesmo que a caridade fosse enfatizada. Portanto, essa alternativa parece correta.
c) dos mosteiros, resultantes do caráter fraternal afirmado nas regras monásticas.
Os mosteiros realmente praticavam caridade, mas essa era uma ação mais individual ou comunitária dentro da Igreja, não uma jurisdição pública oficial.
d) dos bispados, consequente da participação dos clérigos nos assuntos comunitários.
Os bispados tinham influência, mas a questão da fome e da assistência pública era mais ligada ao poder secular, ou seja, à realeza.
e) das corporações, procedentes do padrão assistencialista previsto nas normas estatuárias.
As corporações surgiram mais tarde, na Idade Média tardia, e não nos primeiros séculos. Portanto, não se encaixa no contexto do texto.
Portanto, a alternativa que melhor responde à questão, considerando o contexto histórico e o texto, é a letra b).
Gabarito: b)
Agora, a pergunta é: quem tinha a jurisdição, ou seja, a responsabilidade oficial, para agir diante dessa crise?
Vamos ver as alternativas:
a) da nobreza, proveniente da obrigação de proteção ao campesinato livre.
A nobreza tinha sim responsabilidades, mas a proteção ao campesinato não era a principal forma de assistência pública na crise da fome, especialmente nos primeiros séculos da Idade Média. Além disso, o texto destaca a gestão pública, que geralmente estava mais ligada à autoridade central.
b) da realeza, decorrente do conceito de governo subjacente à monarquia cristã.
A monarquia cristã tinha o dever de cuidar do povo, e o rei era visto como responsável pelo bem-estar da população. Isso está alinhado com a ideia de que a gestão pública era a responsável pela assistência, mesmo que a caridade fosse enfatizada. Portanto, essa alternativa parece correta.
c) dos mosteiros, resultantes do caráter fraternal afirmado nas regras monásticas.
Os mosteiros realmente praticavam caridade, mas essa era uma ação mais individual ou comunitária dentro da Igreja, não uma jurisdição pública oficial.
d) dos bispados, consequente da participação dos clérigos nos assuntos comunitários.
Os bispados tinham influência, mas a questão da fome e da assistência pública era mais ligada ao poder secular, ou seja, à realeza.
e) das corporações, procedentes do padrão assistencialista previsto nas normas estatuárias.
As corporações surgiram mais tarde, na Idade Média tardia, e não nos primeiros séculos. Portanto, não se encaixa no contexto do texto.
Portanto, a alternativa que melhor responde à questão, considerando o contexto histórico e o texto, é a letra b).
Gabarito: b)