(ENEM 2017) A moralidade, Bentham exortava, não é uma questão de agradar a...

(ENEM 2017) A moralidade, Bentham exortava, não é uma questão de agradar a Deus, muito menos de fidelidade a regras abstratas. A moralidade é a tentativa de criar a maior quantidade de felicidad...


(ENEM 2017) A moralidade, Bentham exortava, não é uma questão de agradar a Deus, muito menos de fidelidade a regras abstratas. A moralidade é a tentativa de criar a maior quantidade de felicidade possível neste mundo. Ao decidir o que fazer, deveríamos, portanto, perguntar qual curso de conduta promoveria a maior quantidade de felicidade para todos aqueles que serão afetados.

RACHELS, J. Os elementos dafilosofia moral. Barueri-SP: Manole, 2006.

Os parâmetros da ação indicados no texto estão em conformidade com uma

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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    22/10/2025 • 18:55
    Gabarito: d) A questão aborda a moralidade segundo a perspectiva de Jeremy Bentham, que é o fundador do utilitarismo. Essa corrente filosófica defende que a moralidade deve ser avaliada com base nas consequências das ações, buscando maximizar a felicidade ou o bem-estar geral.

    No texto, Bentham rejeita a ideia de que a moralidade esteja vinculada a agradar a Deus ou a seguir regras abstratas, e sim a promover a maior felicidade possível para todos os afetados. Isso indica uma abordagem pragmática, que valoriza os resultados práticos das ações para determinar o que é moralmente correto.

    As outras alternativas não se encaixam: a fundamentação científica positivista (a) não é o foco aqui, pois o utilitarismo é uma teoria ética, não uma ciência empírica; a convenção social normativa (b) refere-se a regras sociais estabelecidas, mas Bentham propõe um critério baseado na maximização da felicidade, não apenas na convenção; a transgressão religiosa (c) é contrária ao que o texto diz, pois Bentham rejeita a moralidade baseada em Deus; e a inclinação passional (e) não corresponde à racionalidade pragmática que Bentham defende.

    Portanto, a resposta correta é a letra d, que indica uma racionalidade de caráter pragmático, centrada na avaliação das consequências para maximizar a felicidade.

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