Gabarito: Alternativa B
O texto descreve uma interpretação clássica do calvinismo dentro da história das ideias, especialmente quando ele é analisado a partir da sua relação com o surgimento do capitalismo moderno.
No centro dessa doutrina está o princípio da predestinação, isto é, a ideia de que Deus, em sua onisciência, já determinou desde o início da criação quem será salvo e quem será condenado. Isso elimina a possibilidade de o indivíduo “comprar” ou “conquistar” a salvação por meio de ações religiosas tradicionais, como peregrinações, penitências ou doações — algo comum no catolicismo medieval.
Diante disso, surge um problema existencial: se a salvação já está definida, como o fiel pode saber se faz parte dos eleitos? É aqui que entra a chamada “ética protestante”, associada ao calvinismo. Como não há garantia direta, o indivíduo passa a buscar sinais indiretos de sua eleição.
Esses sinais seriam observados na própria vida cotidiana: disciplina rígida, rejeição ao ócio, controle dos prazeres, trabalho constante e sucesso material. O enriquecimento não é visto como objetivo de ostentação, mas como possível “indício” de que Deus abençoa aquele indivíduo. Isso gera uma mudança importante: o trabalho deixa de ser apenas necessidade econômica e passa a ter um valor moral e espiritual.
Esse modo de vida, centrado na racionalização do comportamento, poupança e reinvestimento dos ganhos, foi interpretado por autores como Max Weber como um dos fatores culturais que favoreceram o desenvolvimento do capitalismo, especialmente o capitalismo moderno ocidental.
O texto descreve uma interpretação clássica do calvinismo dentro da história das ideias, especialmente quando ele é analisado a partir da sua relação com o surgimento do capitalismo moderno.
No centro dessa doutrina está o princípio da predestinação, isto é, a ideia de que Deus, em sua onisciência, já determinou desde o início da criação quem será salvo e quem será condenado. Isso elimina a possibilidade de o indivíduo “comprar” ou “conquistar” a salvação por meio de ações religiosas tradicionais, como peregrinações, penitências ou doações — algo comum no catolicismo medieval.
Diante disso, surge um problema existencial: se a salvação já está definida, como o fiel pode saber se faz parte dos eleitos? É aqui que entra a chamada “ética protestante”, associada ao calvinismo. Como não há garantia direta, o indivíduo passa a buscar sinais indiretos de sua eleição.
Esses sinais seriam observados na própria vida cotidiana: disciplina rígida, rejeição ao ócio, controle dos prazeres, trabalho constante e sucesso material. O enriquecimento não é visto como objetivo de ostentação, mas como possível “indício” de que Deus abençoa aquele indivíduo. Isso gera uma mudança importante: o trabalho deixa de ser apenas necessidade econômica e passa a ter um valor moral e espiritual.
Esse modo de vida, centrado na racionalização do comportamento, poupança e reinvestimento dos ganhos, foi interpretado por autores como Max Weber como um dos fatores culturais que favoreceram o desenvolvimento do capitalismo, especialmente o capitalismo moderno ocidental.