A filosofia existencialista foi uma das mais populares no século XX e teve várias correntes. O mais destacado
pensador existencialista foi Jean-Paul Sartre. Esse filósofo teve duas fases em seu pensamento. Na primeira
fase, ele argumentou que o indivíduo está condenado a ser livre e apelar para os determinismos seria usar de
má-fé. Na segunda fase, ele modera esse pensamento e passa a destacar a questão da situação, dos grupos
sociais, das classes sociais. Nessa segunda fase, ele assevera que
✂️ A) os intelectuais devem ser engajados, pois “nem uma pedra é neutra” e por isso é preciso assumir a
responsabilidade por si e pelos outros, o que ocorre através do engajamento ao lado do proletariado.
✂️ B) o homem continua “condenado a ser livre” e isso significa que, mesmo quando ele escolhe a não
liberdade, ele continua escolhendo, o que demonstra que continua sendo livre e definindo seu destino.
✂️ C) os seres humanos precisam fazer escolhas e que o “projeto original”, que é aquilo que define o indivíduo,
deve ser direcionado para a luta pela transformação social através da filiação a um partido político.
✂️ D) o indivíduo é “condicionado pela sociedade” e por diversas determinações, e que por isso é necessário o
engajamento em atividades extra-sociais, como o isolamento e a produção artística solipsista.
✂️ E) o que importa, para o indivíduo, não é “o que ele faz de si mesmo e sim o que ele faz daquilo que fizeram
dele”, o que significa admitir que existem determinações, mas que elas não têm importância.
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TEXTO I
Gerineldo dorme porque já está conformado com o
seu mundo. Porque já sabe tudo o que lhe pode acontecer
após haver submetido todos os objetos que o rodeiam a um
minucioso inventário de possibilidades. Seu apartamento,
mais que um apartamento, é uma teoria de sorte e de azar.
Melhor que ninguém, Gerineldo conhece o coeficiente
da dilatação de suas janelas e mantém marcado no
termômetro, com uma linha vermelha, o ponto em que
se quebrarão os vidros, despedaçados em estilhaços
de morte. Sabe que os arquitetos e os engenheiros já
previram tudo, menos o que nunca já aconteceu.
MÁRQUEZ, G. G. O pessimista. In: Textos do Caribe . Rio de Janeiro: Record, 1981.
TEXTO II
A situação é o sujeito inteiro (ele não é nada a não ser
a sua situação) e é também a coisa inteira (nunca há mais
nada senão as coisas). É o sujeito a elucidar as coisas
pela sua própria superação, se assim quisermos; ou são
as coisas a reenviar ao sujeito a imagem dele. É a total
facticidade, a contingência absoluta do mundo, do meu
nascimento, do meu lugar, do meu passado, dos meus
redores — e é a minha liberdade sem limites que faz com
que haja para mim uma facticidade.
SARTRE, J.-P. O ser e o nada : ensaio de ontologia fenomenológica.
Petrópolis: Vozes, 1997 (adaptado).
A postura determinista adotada pelo personagem
Gerineldo contrasta com a ideia existencialista contida
no pensamento filosófico de Sartre porque
✂️ A) evidencia a manifestação do inconsciente.
✂️ B) nega a possibilidade de transcendência.
✂️ C) contraria o conhecimento difuso.
✂️ D) sustenta a fugacidade da vida.
✂️ E) refuta a evolução biológica.
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“A fenomenologia do espírito se conclui justamente com o ser como absolutamente
mediado. No curso da fenomenologia, o espírito prepara para si próprio o elemento do saber.
Neste elemento, os momentos do espírito se desdobram na forma da simplicidade, a qual sabe
o próprio objeto como si própria. Aqui os momentos não caem mais um fora do outro na
oposição entre ser e saber, mas permanecem juntos na simplicidade do saber, são o verdadeiro
na forma do verdadeiro, e sua diversidade é apenas diversidade do conteúdo. Seu movimento,
que no elemento do verdadeiro em forma de verdadeiro se estrutura em todo orgânico,
constitui a lógica ou filosofia especulativa”
Fonte: Hegel. Fenomenologia do Espírito. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Do Romantismo ao
Empiriocriticismo. Volume 5. São Paulo: Paulus, 2023.
A “Ciência do aparecer do espírito” ou a Fenomenologia em Hegel representa um processo de
elevação até o saber absoluto e em meio à dialética. Sobre a Filosofia hegeliana, é CORRETO
afirmar:
✂️ A) Hegel postula que os três momentos da dialética são tese (momento dialético), antítese
(momento especulativo) e síntese (momento abstrato ou intelectivo).
✂️ B) Hegel postula, por meio de seu pessimismo, que o momento “especulativo” representa a negação do que fora positivado, sempre conduzindo a um movimento de crise e de dissolução da realidade.
✂️ C) Hegel postula que o espírito é governado pela estrutura histórica e social, fazendo da crise o início de um processo de superação.
✂️ D) Hegel postula que o movimento próprio do espírito é o refletir-se em si mesmo, com três movimentos: o ser-em-si; o ser-outro ou ser-fora-de-si; e o retorno a si ou ser-em-si-e-porsi.
✂️ E) A tríplice distinção da filosofia hegeliana pode ser compreendida pelo estudo do lógos, da natureza e do espírito, a saber, e em derivação, uma filosofia do direito, uma epistemologia, e uma filosofia social.
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