Ora, em todas as coisas ordenadas a algum fim,
é preciso haver algum dirigente, pelo qual se atinja
diretamente o devido fim. Com efeito, um navio, que
se move para diversos lados pelo impulso dos ventos
contrários, não chegaria ao fim de destino, se por indústria
do piloto não fosse dirigido ao porto; ora, tem o homem
um fim, para o qual se ordenam toda a sua vida e ação.
Acontece, porém, agirem os homens de modos diversos
em vista do fim, o que a própria diversidade dos esforços
e ações humanas comprova. Portanto, precisa o homem
de um dirigente para o fim. AQUINO, T. Do reino ou do governo dos homens: ao rei do Chipre. Escritos políticos de
São Tomás de Aquino. Petrópolis: Vozes, 1995 (adaptado). No trecho citado, Tomás de Aquino justifica a monarquia
como o regime de governo capaz de
✂️ A) refrear os movimentos religiosos contestatórios.
✂️ B) promover a atuação da sociedade civil na vida política.
✂️ C) unir a sociedade tendo em vista a realização do
bem comum.
✂️ D) reformar a religião por meio do retorno à tradição
helenística.
✂️ E) dissociar a relação política entre os poderes temporal
e espiritual.
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Tomás de Aquino, filósofo cristão que viveu no
século XIII, afirma: a lei é uma regra ou um preceito
relativo às nossas ações. Ora, a norma suprema dos
atos humanos é a razão. Desse modo, em última
análise, a lei está submetida à razão; é apenas uma
formulação das exigências racionais. Porém, é mister
que ela emane da comunidade, ou de uma pessoa que
legitimamente a representa.
GILSON, E.; BOEHNER, P. História da filosofia cristã .
Petrópolis: Vozes, 1991 (adaptado).
No contexto do século XIII, a visão política do filósofo
mencionado retoma o
✂️ A) pensamento idealista de Platão.
✂️ B) conformismo estoico de Sêneca.
✂️ C) ensinamento místico de Pitágoras.
✂️ D) paradigma de vida feliz de Agostinho.
✂️ E) conceito de bem comum de Aristóteles.
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O cristianismo influencia de forma determinante as preocupações filosóficas ao longo
de toda a Idade Média na Europa; entretanto, a presença da religião cristã já se fazia sentir sobre a
filosofia no século II da Era Comum, que viu surgir os chamados apologistas. O mais importante
pensador dessa escola filosófica e que problematizou a questão do “lógos”, retomada de Fílon de
Alexandria, foi:
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