Há dois textos de temática semelhante a seguir.
Texto 1 – “Um mestre (Jesus) em que parece haver tanta
autoridade, ainda que sua doutrina seja obscura, merece que seja
crido por palavra... pode-se reconhecer sua autoridade, tendo em
vista o respeito que lhe rendem Moisés e Elias; isto é, a lei e os
profetas, como já expliquei... Não procuremos as razões das
verdades que ele nos ensina: toda a razão, é que ele as falou.”
Texto 2 – “Certas pessoas têm fé porque seus pais os ensinaram a
crer. Num sentido, é satisfatório: nenhum axioma filosófico
abalará essa fé; num outro sentido, é insatisfatório, porque sua fé
não vem de conhecimento pessoal.
Outros chegam à fé pela convicção após estudos. Isso é
satisfatório num ponto: eles conhecem Deus por íntima
convicção; por outro lado, é insatisfatório porque se outros lhes
demonstram a falsidade de seu raciocínio, eles podem tornar-se
descrentes.”
Comparando os dois textos, é correto afirmar que:
✂️ a) o texto 2 contraria o posicionamento do texto 1 em relação
ao argumento de autoridade, pois só reconhece essa
autoridade por meio de relações pessoais, e não pela fé; ✂️ b) os dois textos contrariam a validade absoluta dos argumentos
de autoridade, pois podem ser desacreditados por
demonstrações de sua pouca força; ✂️ c) o texto 1 condiciona a validade do argumento de autoridade
desde que essa autoridade se tenha manifestado por meio de
documentos; ✂️ d) os dois textos afirmam a validade absoluta dos argumentos
de autoridade, desde que bem embasados; ✂️ e) o texto 2 mostra o perigo do argumento de autoridade e o
risco do livre exame.