Um menino de 10 anos é trazido pela mãe para consultar devido a cefaleia. Trata-se de uma criança sadia, com desenvolvimento e crescimento adequados, um dos melhores alunos de sua sala. Os episódios de cefaleia acontecem frequentemente, há 2 anos. São muito relacionados a provas ou a situações de maior tensão, como competições esportivas (“ele adora handebol”). Nos episódios, a dor acomete as regiões frontolaterais bilateralmente; é pulsátil; nunca apareceu pela manhã ou acordou o menino, mas o obriga a ficar deitado no quarto escuro e, quando vai aumentando de intensidade, vem acompanhada de náuseas e vômitos. O exame físico não mostra nenhuma particularidade.
Provavelmente estamos frente a um quadro de: