Nosso conhecimento científico “está começando a nos
capacitar a interferir diretamente nas bases biológicas ou
psicológicas da motivação humana, por meio de drogas ou
por seleção ou engenharia genética, ou usando dispositivos externos que interferem no cérebro ou nos processos
de aprendizagem”, escreveram recentemente os filósofos
Julian Savulescu e Ingmar Persson. […] James Hughes, especialista em bioética […], defendeu o aprimoramento moral,
afirmando que ele deve ser voluntário e não coercitivo. “Com
a ajuda da ciência, poderemos descobrir nossos caminhos
para a felicidade e virtude proporcionadas pela tecnologia”. (Hillary Rosner. “Seria bom viver para sempre?” www.sciam.com.br, outubro de 2016.) As possibilidades tecnológicas descritas no texto permitem
afirmar que
Analise o trecho da canção “Canto das três raças”, composta
por Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro e interpretada por
Clara Nunes, e analise o excerto escrito pela filósofa Djamila
Ribeiro.
Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil
Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou
Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
Do Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou
(https://vagalume.com.br)
No Brasil há a ideia de que a escravidão aqui foi mais
branda do que em outros lugares, o que nos impede de entender como o sistema escravocrata ainda impacta a forma
como a sociedade se organiza. É necessário reconhecer as
violências ocorridas durante o período escravista.
(Djamila Ribeiro. Pequeno manual antirracista, 2019.)
Em relação ao processo de formação da sociedade brasileira, o trecho da canção e o excerto
Falar da contribuição das raças humanas para a civilização
mundial poderia assumir um aspecto surpreendente
numa coleção de brochuras destinadas a lutar contra o preconceito
racista. Resultaria num esforço vão ter consagrado
tanto talento e tantos esforços para demonstrar que nada, no
estado atual da ciência, permite afirmar a superioridade ou a
inferioridade intelectual de uma raça em relação a outra […].
(Claude Lévi-Strauss. Raça e História. 3a
Edição.
Lisboa, Editorial Presença,1980. Adaptado)
O que determina a diferença cultural entre os povos?
A televisão se tornou ubíqua e está tão arraigada na
rotina da vida cotidiana que a maioria das pessoas simplesmente
a considera uma parte integral da vida social. Assistimos
TV, falamos sobre programas com amigos e familiares,
e organizamos nosso tempo de lazer em torno do horário
da televisão. A 'caixa no canto' fica ligada enquanto estamos
fazendo outras coisas e parece proporcionar um pano de
fundo essencial para a vida que transcorre.
(Anthony Giddens. Sociologia. 6a
Ed. Porto Alegre: Penso, 2012)
* Ubíqua – que está ou existe ao mesmo tempo em toda parte; onipresente