Paciente do gênero feminino, 42 anos de idade, apresenta queixa de zumbido, hipoacusia progressiva bilateral. Refere que consegue ouvir a própria voz em maior intensidade e conversar melhor em ambientes mais barulhentos. Afirma ainda que, na família do respectivo pai, algumas pessoas apresentam histórico de perda auditiva.
De acordo com o caso clínico apresentado, julgue os itens a seguir.
O laudo audiológico deve indicar provável perda auditiva mista ou condutiva bilateral.O papel das técnicas vocais depende da categoria das disfonias, da formação do clínico e das características do paciente, incluindo desde as alterações e os desvios apresentados até suas preferências e perfil psicológico.
Em relação às categorias das disfonias, considere as afirmativas a seguir.
I ? As disfonias funcionais podem ser classificadas como primárias (por uso incorreto da voz) ou secundárias (por inadaptações vocais).
II ? As disfonias organofuncionais podem representar anomalias do suporte cartilagíneo laríngeo, dos tecidos moles, das vasculares congênitas, entre outras.
III?As disfonias orgânicas psiquiátricas podemser de origem periférica, envolvendo apenas a produção vocal e/ou a deglutição, ou por comprometimento central, com impacto na respiração, voz, deglutição, fala e linguagem.
IV?As disfonias orgânicas endocrinológicas podem representar uma manifestação vocal em processos de regulação hormonal fisiológica ou ainda manifestações vocais nos distúrbios hormonais.
Estão corretas
Paciente, sexo masculino, 41 anos, sofreu queimadura de segundo grau com agente térmico nas regiões de face, pescoço, parte do tronco e membro superior direito. Ele compareceu ao setor de queimados do hospital de referência em sua cidade com sofrimento físico, dor e confusão mental. Tendo como base esse caso, considere as seguintes afirmativas sobre o trabalho fonoaudiológico com queimados.
I Pacientes com queimaduras nas regiões de face e pescoço podem apresentar dificuldades nas funções de mastigação, deglutição e até mesmo articulação da fala. Nesse caso, há a necessidade de intervenção fonoaudiológica.
II O fonoaudiólogo pode iniciar sua intervenção com o paciente ainda em leito, mesmo que o paciente apresente ferida aberta, pois o trabalho fonoaudiológico não contempla apenas o exercício/massagem/técnica.
III Quanto maior o tempo de retração da pele, sem que seja desenvolvido trabalho fonoaudiólogico, menor o número de sequelas que podem aparecer, facilitando, assim, os movimentos dos músculos da face.
IV Com a utilização de manobras, pode-se observar melhora na aparência das cicatrizes, o que representa o foco principal da intervenção fonoaudiológica com o paciente queimado.
Em relação ao exposto, estão corretas as afirmativas
Uma criança com 12 anos de idade apresentava paralisia de palato e foi avaliada pelo fonoaudiólogo do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), com encaminhamento da escola devido a dificuldades comportamentais e de comunicação em sala de aula. Essa criança fazia uso de prótese de palato desde os 4 anos de idade, porém sem qualquer ajuste desde então.
Considerando o caso hipotético apresentado, julgue os itens a seguir.
A ação dos músculos tensor e elevador do palato, nesse caso, pode justificar perda auditiva e curvas timpanométricas do tipo B ou C.Ressaltando alguns marcos que indicam a evolução fonológica de crianças, avalie se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir:
I Crianças antes dos três anos de idade podem apresentar a reduplicação de sílaba. Ex: /papato/ para sapato.
II Crianças após os quatro anos de idade podem apresentar anteriorização de velares, sem que seja considerado Transtorno Fonológico.
III Após dois anos e meio, simplificações como reduplicação, anteriorização de velares e plosivação de fricativas devem desaparecer.
As afirmativas I, II e III são, respectivamente: