A partir da década de 1930, começam a ser discutidos
no Brasil os princípios de racionalização do trabalho.
As preocupações com a cozinha e o trabalho doméstico
foram introduzidas com a medicina sanitária e a oferta
de gás e eletricidade para uso doméstico no início do
século XX. A organização da cozinha visava atingir
uma simplificação das tarefas, com a economia de
movimentos, e o barateamento dos equipamentos, a
partir da produção em grande escala. A padronização e
racionalização da habitação e seus componentes visava
uma radical transformação da casa, em especial da
cozinha, e apoiava-se tanto no desenvolvimento de novos
equipamentos quanto nos estudos de racionalização
do trabalho doméstico. A principal preocupação era
o desenvolvimento de um novo tipo de habitação, que
deveria induzir um novo comportamento social.
SILVA, J. L. M. Transformações no espaço doméstico: o fogão a gás e a cozinha
paulistana, 1870-1930. Anais do Museu Paulista, n. 2, jul.-dez. 2007 (adaptado).
No contexto descrito, as mudanças mencionadas
proporcionavam às mulheres o(a)
Concorrer e competir não são a mesma coisa.
A concorrência pode até ser saudável sempre que a batalha
entre agentes, para melhor empreender uma tarefa e obter
melhores resultados finais, exige o respeito a certas regras de
convivência preestabelecidas ou não. Já a competitividade
se funda na invenção de novas armas de luta, num exercício
em que a única regra é a conquista da melhor posição.
A competitividade é uma espécie de guerra em que tudo
vale e, desse modo, sua prática provoca um afrouxamento
dos valores morais e um convite ao exercício da violência.
SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único
à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2006.
De acordo com a diferenciação feita pelo autor, que prática
econômica é considerada moralmente condenável?
A Cavalgada de Sant’Ana é uma expressão da devoção
dos vaqueiros à padroeira de Caicó (RN). Nas décadas de
1950 a 1970, esse evento, então denominado Cavalaria,
era celebrado pelas pessoas que residiam na zona rural
do município de Caicó. Essas pessoas usavam os animais
(jegues, mulas e cavalos) como único meio de transporte,
sobretudo para se dirigirem à cidade nos dias de feiras,
trazendo seus produtos para comercializarem. Estando em
Caicó no período da Festa de Sant’Ana, esses agricultores
se organizavam em cavalgada até o pátio da Catedral de
Sant’Ana para louvar a santa e receber bênção para seus
animais. Por volta da década de 1970, com a chegada do
automóvel à zona rural do município, essa expressão cultural
foi extinta. O meio de transporte utilizando os animais passou
a ser substituído por carros, sobretudo caminhonetes e
caminhões, que transportavam os camponeses para a
cidade em dias de feiras e festas. Desde 2002, um grupo de
caicoenses retomou essa expressão cultural e, em conjunto
com a associação dos vaqueiros, realiza no primeiro
domingo da Festa a Cavalgada de Sant’Ana. O evento, além
de contar com a participação dos cavaleiros que residem
nas zonas rurais, atrai também pessoas que residem em
Caicó, cidades vizinhas e amantes das vaquejadas.
FESTA DE SANT’ANA. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br.
Acesso em: 12 out. 2021 (adaptado).
As mudanças culturais mencionadas no texto
caracterizam-se pela presença de